A Pacific Rubiales Energy anunciou ontem (16) que adquiriu uma participação acionária de 32,88% no capital da Oleoducto Bicentenario de Colombia ("OBC"), empresa que construirá, administrará e será a proprietária de um novo oleoduto no país andino.
A OBC é uma sociedade de propósito específico promovida pela Ecopetrol, que tem 55,97% de participação acionária juntamente com as suas afiliadas. Outras empresas produtoras de petróleo que atuam na Colômbia controlarão os 11,15% restantes do capital. A OBC será responsável pelo financiamento, projeto, construção e operação do mais novo sistema de transporte por oleodutos da Colômbia, que se estenderá desde Araguaney, no departamento de Casanare no centro do país, até o terminal de exportação de Covenas na costa do Caribe.
Os novos oleodutos ampliarão a capacidade dos atuais sistemas que conectam a bacia de Los Llanos aos mercados exportadores, os quais devem atingir capacidade total com a materialização no médio prazo da produção planejada pelas empresas produtoras colombianas.
O planejamento do projeto OBC é dividido em quatro fases:
Fase 0: Área de descarga de caminhões em Banadia, com capacidade
de 40.000 bbl/d, já em construção pela Ecopetrol e cujo funcionamento
deve começar no final de novembro deste ano.
Fase 1: Oleoduto Araguaney - Banadia, 120.000 bbl/d
Fase 2-3: Oleoduto Banadia - Covenas, 330.000 bbl/d
A expectativa é de que o projeto de oleodutos da OBC esteja concluído até o final de 2012 ou início de 2013. As datas de conclusão estão sujeitas a etapas de engenharia e financiamento e serão cuidadosamente analisadas após a definição da equipe final do projeto da OBC.
Para a Pacific Rubiales, a participação no projeto faz grande sentido em termos estratégicos, de tempo e de volume, já que contribui para atingir a meta de uma produção bruta de 500.000 bbl/d no médio prazo.
É com esta estratégia em mente que a empresa se comprometeu a participar das fases 0 e 1, adquirindo o direito de acesso a aproximadamente 40.000 bbl/dia de capacidade de transporte até o fim de 2011.
Pelos termos do acordo, a empresa tem a opção de manter a sua participação na OBC ou diluí-la no momento em que a decisão de investimento for feita com relação às fases 2 e 3. A decisão da empresa de participar das fases 2 e 3, que darão acesso a mais 110.000 bbl/d de capacidade de transporte, dependerá do início da produção do projeto STAR no campo de Rubiales e do desenvolvimento do bloco CPE-6.
Estima-se que as fases 0 e 1 exijam um investimento combinado de US$ 1,03 bilhão, excluindo-se os custos financeiros. Os sócios pretendem financiar o projeto de oleodutos da OBC com um capital obtido por contração de dívida (70%) e emissão de ações (30%). O financiamento será estruturado para maximizar o uso de agências de crédito à exportação e de opções multilaterais, assim como para obter acesso aos mercados de capitais da Colômbia.
A empresa estará representada no conselho de administração da OBC e desempenhará um papel ativo no financiamento e na construção do projeto. A expectativa é de que as contribuições acionárias da
empresa nas fases iniciais da OBC sejam financiadas por fluxo de caixa de interno.
"Estamos muito felizes por participarmos do projeto dos oleodutos da OBC e sermos o segundo maior acionista", afirmou o CEO da empresa, Ronald Pantin. "A nossa participação na OBC, em conjunto com a nossa participação no oleoduto da ODL e com a capacidade de transporte adquirida no oleoduto da OCENSA, cobrirá as necessidades de transporte decorrentes do nosso plano agressivo de expansão de
produção no médio prazo."