Gás Natural

Petrobras assina quinto pré-contrato para GNL

A Petrobras assinou na semana passada com a japonesa Marubeni o quinto pré-contrato para fornecimento de Gás Natural Liqüefeito (GNL), combustível que será utilizado nas usinas termelétricas do País a partir do ano que vem. A entrada do GNL na matriz energética brasileira visa a reforçar a

Jornal do Commercio
19/11/2007 00:00
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A Petrobras assinou na semana passada com a japonesa Marubeni o quinto pré-contrato para fornecimento de Gás Natural Liqüefeito (GNL), combustível que será utilizado nas usinas termelétricas do País a partir do ano que vem. A entrada do GNL na matriz energética brasileira visa a reforçar a geração de energia, evitando que o gás natural adquirido da Bolívia seja desviado para as termelétricas em detrimento das distribuidoras, como ocorreu no final de outubro, o que desestabilizou o mercado de gás veicular no Estado do Rio de Janeiro.

Segundo a Petrobras, os dois primeiros acordos para compra de GNL foram firmados no primeiro semestre com a Nigeria LNG (NLNG) e com a Sonatrach, empresa estatal da Argélia. O terceiro contrato foi assinado com a francesa Total e o quarto com a franco-belga Suez Global LNG, no início de novembro.

Na semana passada, a empresa recebeu a Licença de Instalação (LI) para iniciar a construção do terminal que receberá navios de GNL na Baía de Guanabara. A obras começam ainda este ano, segundo a estatal. Outro terminal, também já com licença de instalação, ficará em Pecém, no Ceará. "Os terminais de Pecém e da baía de Guanabara devem estar concluídos em maio de 2008", afirmou a estatal por e-mail.

O primeiro navio contratado para regaseificar GNL, o Golar Spirit, com capacidade para até 7 milhões de metros cúbicos diários, chega em maio ao Brasil. O segundo navio, Golar Winter, chegará em maio de 2009. Juntas, as duas embarcações totalizam uma capacidade de regaseificação de até 21 milhões de metros cúbicos/dia.

A aquisição de GNL pela Petrobras foi a alternativa encontrada pelo governo brasileiro para substituir um frustrado plano de dobrar o volume de gás natural adquirido da Bolívia, depois que o presidente Evo Morales nacionalizou as reservas de hidrocarbonetos em maio do ano passado.

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