Desinvestimento

Petrobras encerra rodada de venda de ativos no país e foca no exterior

Empresa pretende lucrar US$ 9,9 bilhões.

Valor Econômico
26/09/2013 12:04
Visualizações: 1422

 

A Petrobras praticamente deu por encerrada a rodada de vendas de ativos nacionais dentro do ambicioso programa de desinvestimentos, de US$ 9,9 bilhões, incluído no plano de negócios e gestão 2013-2017. A companhia vai focar novamente na alienação de projetos no exterior, como era a ideia original do plano. Segundo a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, a empresa deve anunciar em breve uma nova operação no exterior. A executiva, porém, não deu prazo para a conclusão do negócio.
"Praticamente o que tinha para ser feito no Brasil já foi feito. Tivemos uma realização boa, dentro do previsto. E uma realização no exterior menor do que o previsto", disse Graça Foster ao 'Valor'.
A presidente da Petrobras confirmou que a refinaria de Pasadena (EUA) está fora da lista de desinvestimentos, porque as propostas que recebeu pelo empreendimento estavam abaixo do valor esperado pela companhia. "E como o 'tight oil' [petróleo contido em rochas de difícil extração] está dando uma margem boa para as refinarias que estão no Golfo do México, Pasadena passou a dar bons resultados. A gente vai investir o mínimo em Pasadena para que ela opere com mais eficiência em 2014", completou a executiva.
A empresa também não recebeu propostas relevantes para a refinaria de Okinawa, no Japão, que também foi retirada da "vitrine" de projetos à venda.
Segundo Graça Foster, a estratégia para a área internacional da Petrobras hoje é investir nas atividades de exploração de petróleo e gás. Com isso, a empresa sinaliza que poderá se desfazer de ativos de outros segmentos, como produção, refino e distribuição. Pode ganhar força também a negociação de ativos na Argentina, onde as tentativas fracassaram em maio, quando a diretoria da estatal não aprovou as propostas obtidas pelos ativos na ocasião.
O diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, concorda com a estratégia da estatal. O especialista critica o fato de a companhia ter vendido alguns ativos de exploração e produção, que fazem parte da atividade fim da petroleira. "Dos ativos que ela vendeu, muito poucos ela deveria vender realmente", afirmou Pires.
Em recente relatório, o Itaú BBA observou que a Petrobras pode estar vendendo ativos internacionais com preços mais baixos para fazer caixa. A tese do banco é baseada no fato de a Shell ter exercido o direito de preferência na compra da participação da estatal no bloco BC-10, onde está situado o Parque das Conchas, na Bacia de Campos. A Petrobras já havia negociado sua fatia na área com o grupo chinês Sinochem.
"A Shell ter exercido seu direito de preferência no BC-10 nos faz acreditar que ele foi vendido com valor de desconto", diz o Itaú BBA no relatório. Na ocasião do anúncio da operação, a Petrobras informou que o negócio foi fechado por US$ 1,54 bilhão.
A companhia brasileira detinha 35% no BC-10. Com o direito de preferência, a Shell deve ampliar sua participação, de 50% para 73%. A outra sócia, a indiana ONGC, caso tome a mesma medida, aumentará de 15% para 27% sua fatia no bloco.
Segundo analistas, a Petrobras já alcançou perto de 50% dos US$ 9,9 bilhões com o programa de desinvestimentos. No início do ano, a companhia havia informado que pretendia realizar a maior parte desse valor em 2013.
Segundo Graça Foster, a Petrobras não deve alcançar a meta total em 2013. "Mas não é o fim do mundo", acrescentou ela, lembrando que a cifra está prevista no horizonte do plano 2013-2017, e reforçou que a empresa está capitalizada para fazer os investimentos previstos neste ano.
Desde que anunciou o programa de desinvestimentos, no plano de negócios 2011-2015, para levantar recursos para fazer frente aos projetos no pré-sal, a Petrobras já anunciou, por meio de comunicados e fatos relevantes, uma série de operações no Brasil e no exterior. As mais expressivas foram a venda de 35% do BC-10 e de 40% no bloco BS-4, onde estão os campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, para a OGX.

A Petrobras praticamente deu por encerrada a rodada de vendas de ativos nacionais dentro do ambicioso programa de desinvestimentos, de US$ 9,9 bilhões, incluído no plano de negócios e gestão 2013-2017. A companhia vai focar novamente na alienação de projetos no exterior, como era a ideia original do plano. Segundo a presidente da estatal, Maria das Graças Foster, a empresa deve anunciar em breve uma nova operação no exterior. A executiva, porém, não deu prazo para a conclusão do negócio.


"Praticamente o que tinha para ser feito no Brasil já foi feito. Tivemos uma realização boa, dentro do previsto. E uma realização no exterior menor do que o previsto", disse Graça Foster ao 'Valor'.


A presidente da Petrobras confirmou que a refinaria de Pasadena (EUA) está fora da lista de desinvestimentos, porque as propostas que recebeu pelo empreendimento estavam abaixo do valor esperado pela companhia. "E como o 'tight oil' [petróleo contido em rochas de difícil extração] está dando uma margem boa para as refinarias que estão no Golfo do México, Pasadena passou a dar bons resultados. A gente vai investir o mínimo em Pasadena para que ela opere com mais eficiência em 2014", completou a executiva.


A empresa também não recebeu propostas relevantes para a refinaria de Okinawa, no Japão, que também foi retirada da "vitrine" de projetos à venda.


Segundo Graça Foster, a estratégia para a área internacional da Petrobras hoje é investir nas atividades de exploração de petróleo e gás. Com isso, a empresa sinaliza que poderá se desfazer de ativos de outros segmentos, como produção, refino e distribuição. Pode ganhar força também a negociação de ativos na Argentina, onde as tentativas fracassaram em maio, quando a diretoria da estatal não aprovou as propostas obtidas pelos ativos na ocasião.


O diretor do Centro Brasileiro de Infra Estrutura (CBIE), Adriano Pires, concorda com a estratégia da estatal. O especialista critica o fato de a companhia ter vendido alguns ativos de exploração e produção, que fazem parte da atividade fim da petroleira. "Dos ativos que ela vendeu, muito poucos ela deveria vender realmente", afirmou Pires.


Em recente relatório, o Itaú BBA observou que a Petrobras pode estar vendendo ativos internacionais com preços mais baixos para fazer caixa. A tese do banco é baseada no fato de a Shell ter exercido o direito de preferência na compra da participação da estatal no bloco BC-10, onde está situado o Parque das Conchas, na Bacia de Campos. A Petrobras já havia negociado sua fatia na área com o grupo chinês Sinochem.


"A Shell ter exercido seu direito de preferência no BC-10 nos faz acreditar que ele foi vendido com valor de desconto", diz o Itaú BBA no relatório. Na ocasião do anúncio da operação, a Petrobras informou que o negócio foi fechado por US$ 1,54 bilhão.


A companhia brasileira detinha 35% no BC-10. Com o direito de preferência, a Shell deve ampliar sua participação, de 50% para 73%. A outra sócia, a indiana ONGC, caso tome a mesma medida, aumentará de 15% para 27% sua fatia no bloco.


Segundo analistas, a Petrobras já alcançou perto de 50% dos US$ 9,9 bilhões com o programa de desinvestimentos. No início do ano, a companhia havia informado que pretendia realizar a maior parte desse valor em 2013.


Segundo Graça Foster, a Petrobras não deve alcançar a meta total em 2013. "Mas não é o fim do mundo", acrescentou ela, lembrando que a cifra está prevista no horizonte do plano 2013-2017, e reforçou que a empresa está capitalizada para fazer os investimentos previstos neste ano.


Desde que anunciou o programa de desinvestimentos, no plano de negócios 2011-2015, para levantar recursos para fazer frente aos projetos no pré-sal, a Petrobras já anunciou, por meio de comunicados e fatos relevantes, uma série de operações no Brasil e no exterior. As mais expressivas foram a venda de 35% do BC-10 e de 40% no bloco BS-4, onde estão os campos de Atlanta e Oliva, na Bacia de Santos, para a OGX.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Combustíveis
E32 reforça estratégia consistente do Brasil em seguranç...
27/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP aprova estudos ...
27/04/26
Royalties
Hidrelétricas da ENGIE Brasil repassam R$ 49,8 milhões e...
23/04/26
BOGE 2026
Maior encontro de petróleo e gás do Norte e Nordeste te...
23/04/26
Oportunidade
Firjan SENAI tem mais de 11 mil vagas gratuitas em quali...
22/04/26
Combustíveis
Etanol aprofunda queda na semana e amplia perdas no acum...
20/04/26
P&D
Centro de pesquisa na USP inaugura sede e impulsiona tec...
17/04/26
PPSA
Produção de petróleo da União atinge 182 mil barris por ...
17/04/26
Reforma Tributária
MODEC patrocina debate sobre reforma tributária no setor...
17/04/26
E&P
Revisão de resolução sobre cessão de contratos de E&P é ...
17/04/26
Estudo
Consumo de gás natural cresce 3,8% em 2025 no Brasil
17/04/26
Apoio Marítimo
Mesmo com tensões globais, setor marítimo avança e refor...
17/04/26
Internacional
Petrobras assina participação em novo bloco exploratório...
17/04/26
PPSA
Petrochina arremata carga da União de Bacalhau em leilão...
17/04/26
Rio de Janeiro
Firjan calcula que, só em 2025, estado do Rio acumulou p...
16/04/26
Refino
Refinaria de Mataripe, da Acelen, reduz consumo total de...
16/04/26
Cana Summit
No Cana Summit 2026, ORPLANA e UNICA formalizam revisão ...
16/04/26
Royalties
Firjan anuncia mobilização para defender interesse do RJ...
16/04/26
Reconhecimento
3º Prêmio Foresea de Fornecedores premia melhores empres...
16/04/26
Cana Summit
Abertura do Cana Summit 2026: autoridades e especialista...
15/04/26
Gás Natural
TBG e SCGás inauguram nova estação em Santa Catarina e a...
15/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23