Desinvestimento

Petrobras já vendeu R$ 9 bilhões em ativos

Cálculo é o banco norte-americano Goldman Sachs.

Agência Estado
17/09/2013 11:06
Visualizações: 1455

 

A Petrobras já vendeu R$ 8,938 bilhões (US$ 3,826 bilhões) em ativos neste ano, de acordo com cálculo do banco norte-americano Goldman Sachs, considerando todas as operações já anunciadas, como a alienação da participação de 49% na Brasil PCH para a Cemig e a joint venture com o banco BTG Pactual para os ativos de exploração e produção na África, e a recente venda, por US$ 380 milhões, de ativos na Colômbia, anunciada na última sexta-feira (13).
Os analistas Felipe Mattar, Sergio Conti, Bruno Pascon e Thiago Auzier, do Goldman, destacaram que a companhia já cumpriu aproximadamente 39% de sua meta de desinvestimentos para 2013 e a venda na Colômbia reforça a visão positiva de continuidade da disciplina de capital adotada pela estatal.
O anúncio da venda, a possibilidade de um reajuste de combustíveis em torno de 8% nos próximos 30 dias e o impacto no preço internacional do petróleo, causado pelo recuo dos Estados Unidos em relação a um possível ataque militar na Síria, tiveram reflexo na segunda-feira (16), sobre o comportamento das ações da Petrobras. Durante toda a tarde, os papéis da empresa figuraram entre as maiores altas do Ibovespa e fecharam em alta de 1,77% (preferenciais, PN) e 1,57% (ordinárias, ON).
Influências
Leonardo Alves e Tiago Costa, analistas da Votorantim Corretora, avaliam que tanto a queda dos preços internacionais do petróleo quanto o aumento nos preços domésticos da gasolina reduzirão as perdas da empresa com a importação dos combustíveis.
"Nós acreditamos que o mercado já está atento ao possível ajuste nos preços da gasolina; por outro lado, até o fechamento da última sexta-feira, o acordo sobre a Síria ainda não havia sido precificado?, afirmam. ?Obviamente, a instabilidade no Oriente Médio continua, podendo impactar o mercado internacional de petróleo novamente a qualquer momento".
O Bank Of America Merrill Lynch citou, em relatório, que apesar de pequena (US$ 380 milhões), a venda dos ativos na Colômbia representa "mais um passo dentro dos esforços da Petrobras para otimizar seu portfólio" e ajudar a financiar o seu ambicioso programa de investimentos.
Conforme comunicado divulgado pela estatal na sexta-feira (13), os ativos da Petrobras Colômbia que fazem parte da transação incluem participações em 11 blocos de exploração e produção em terra, com produção média líquida de 6.530 boed (barris de óleo equivalente por dia), além dos oleodutos de Colômbia e Alto Magdalena, com capacidade de transporte de 14.950 bpd (barris por dia) e 9.180 bpd, respectivamente.
Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do Bank of America Merrill Lynch, disseram esperar que a empresa anuncie a venda de mais ativos até o fim do ano. Os analistas do Goldman Sachs destacaram ainda a importância dos desinvestimentos para a estratégia da Petrobras no leilão da área de Libra, no pré-sal, no próximo mês.
"Se aprovada pelos reguladores, os recursos dessa transação devem também contribuir para o pagamento do bônus da participação da Petrobras no leilão do campo de Libra (marcado para 21 de outubro deste ano)", argumentaram em relatório McGann e Vegner.

A Petrobras já vendeu R$ 8,938 bilhões (US$ 3,826 bilhões) em ativos neste ano, de acordo com cálculo do banco norte-americano Goldman Sachs, considerando todas as operações já anunciadas, como a alienação da participação de 49% na Brasil PCH para a Cemig e a joint venture com o banco BTG Pactual para os ativos de exploração e produção na África, e a recente venda, por US$ 380 milhões, de ativos na Colômbia, anunciada na última sexta-feira (13).


Os analistas Felipe Mattar, Sergio Conti, Bruno Pascon e Thiago Auzier, do Goldman, destacaram que a companhia já cumpriu aproximadamente 39% de sua meta de desinvestimentos para 2013 e a venda na Colômbia reforça a visão positiva de continuidade da disciplina de capital adotada pela estatal.


O anúncio da venda, a possibilidade de um reajuste de combustíveis em torno de 8% nos próximos 30 dias e o impacto no preço internacional do petróleo, causado pelo recuo dos Estados Unidos em relação a um possível ataque militar na Síria, tiveram reflexo na segunda-feira (16), sobre o comportamento das ações da Petrobras. Durante toda a tarde, os papéis da empresa figuraram entre as maiores altas do Ibovespa e fecharam em alta de 1,77% (preferenciais, PN) e 1,57% (ordinárias, ON).



Influências


Leonardo Alves e Tiago Costa, analistas da Votorantim Corretora, avaliam que tanto a queda dos preços internacionais do petróleo quanto o aumento nos preços domésticos da gasolina reduzirão as perdas da empresa com a importação dos combustíveis.


"Nós acreditamos que o mercado já está atento ao possível ajuste nos preços da gasolina; por outro lado, até o fechamento da última sexta-feira, o acordo sobre a Síria ainda não havia sido precificado?, afirmam. ?Obviamente, a instabilidade no Oriente Médio continua, podendo impactar o mercado internacional de petróleo novamente a qualquer momento".


O Bank Of America Merrill Lynch citou, em relatório, que apesar de pequena (US$ 380 milhões), a venda dos ativos na Colômbia representa "mais um passo dentro dos esforços da Petrobras para otimizar seu portfólio" e ajudar a financiar o seu ambicioso programa de investimentos.


Conforme comunicado divulgado pela estatal na sexta-feira (13), os ativos da Petrobras Colômbia que fazem parte da transação incluem participações em 11 blocos de exploração e produção em terra, com produção média líquida de 6.530 boed (barris de óleo equivalente por dia), além dos oleodutos de Colômbia e Alto Magdalena, com capacidade de transporte de 14.950 bpd (barris por dia) e 9.180 bpd, respectivamente.


Os analistas Frank McGann e Conrado Vegner, do Bank of America Merrill Lynch, disseram esperar que a empresa anuncie a venda de mais ativos até o fim do ano. Os analistas do Goldman Sachs destacaram ainda a importância dos desinvestimentos para a estratégia da Petrobras no leilão da área de Libra, no pré-sal, no próximo mês.


"Se aprovada pelos reguladores, os recursos dessa transação devem também contribuir para o pagamento do bônus da participação da Petrobras no leilão do campo de Libra (marcado para 21 de outubro deste ano)", argumentaram em relatório McGann e Vegner.

 

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