Gás Natural

Petrobras perde US$ 1 milhão por mês por entraves ambientais

Desde primeiro de julho do ano passado até hoje a Petrobras vem perdendo US$ 1 milhão por mês. O gasto se deve à paralisação da construção dos gasodutos Campinas-Rio de Janeiro e Guamaré (RN) - Fortaleza por falta de licenciamento ambiental.


07/06/2004 00:00
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Desde primeiro de julho do ano passado até hoje a Petrobras vem perdendo US$ 1 milhão por mês. O gasto se deve à paralisação da construção dos gasodutos Campinas-Rio de Janeiro e Guamaré (RN) - Fortaleza por falta de licenciamento ambiental. Segungo o diretor da área de gás e energia da Petrobras, Ildo Sauer, a licença havia sido pedida em 2001 e o projeto estava praticamente aprovado até que em 2003 o Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) observou uma lei de loteamento 1979, que ampliava a área livre de construção próxima aos dutos e as obras foram paralisadas.
"Agora tenho US$ 1 bilhão de recursos que não posso tocar porque falta a licença ambiental, baseada em um lei que havia sido inclusive esquecida", reclama Sauer, que acrescenta: "claro que não queremos fazer nada fora da lei e menos ainda oferecendo risco às pessoas. Esperamos que as novas mudanças nas leis ambientais possam agilizar o processo."
A construção dos gasodutos Campinas-Rio e Guamaré-Fortaleza gerariam cerca de 10 mil empregos diretos e 30 mil indiretos e fazem parte da estratégia da Petrobras para o setor de gás natural que pretende interligar as malhas exitentes formando uma rede ampla até o ano 2025.
O diretor Ildo Sauer fez as declarações durante uma palestra do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro, nesta segunda-feira (07/06). O tema foi as Perspectivas para o Mercado de Gás Natural no Brasil.
Durante a palestra, Sauer reafirmou a meta de crescimento de 14,2% ao ano para o mercado de gás natural até 2010 e considerou pouco interessante a perspectiva de exportação do insumo no futuro. "A tendência é de que o preço do gás natural caia dos US$ 3 ou US$ 4 por milhão de BTU de hoje para US$ 1,5 por milhão de BTU no futuro o que fará pouco interessante a exportação. A este preço quem produz vai ganhar mais na geração elétrica", justificou.

 


 

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