Mercado

Petróleo supera US$ 61 por barril

Valor Econômico/Ag.
07/07/2005 00:00
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Os contratos futuros de petróleo foram em direção a altas recordes nesta quarta-feira (06/07), rompendo a marca de US$ 61 por barril, quando tempestades tropicais no Golfo do México e no Caribe trouxeram preocupações sobre a capacidade das refinarias de apoiar as reservas de destilados antes do inverno. A perturbação na produção do Golfo e o medo de que as tempestades impactariam a capacidade americana de refino levaram os contratos futuros do petróleo tipo WTI para US$ 61,28 com alta de US$ 1,69.
A produção da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) cresceu 210 mil barris em junho para alcançar 30 milhões de barris por dia pela primeira vez desde outubro, quando a Nigéria e os Emirados Árabes Unidos aumentaram suas reservas.
Os preços recordes da commodity encorajaram o cartel do petróleo a manter a sua oferta próxima de altas de 25 anos ao longo do segundo trimestre , com o objetivo de construir estoques globais diante de um aumento de demanda no quarto trimestre.
A Opep suspendeu conversas sobre um novo aumento nas cotas de produção na semana passada, além do aumento de 500 mil barris já planejados para julho. Apesar da volta para o território de US$ 60 o barril, o Irã disse que o grupo vai esperar antes de considerar uma mudança de posição.
Autoridades sauditas ligadas ao setor de energia alertaram os governos da Europa e dos Estados Unidos que a produção da Opep não será suficiente para atender as projeções de demanda os países ocidentais nos próximos 10 a 15 anos. Aos preços de hoje, o mundo vai precisar aumentar sua produção para 50 milhões de barris por dia até 2020 para atender a demanda crescente, de acordo com previsões da Agência Internacional de Energia (AIE), que supervisiona a área de energia para os países consumidores.
Mas a Opep teria "uma extrema dificuldade" para atender esse nível de demanda, autoridades de energia sauditas avisaram para seus pares nos Estados Unidos e na Europa. Pelos cálculos da Arábia Saudita, existe uma lacuna de 4,5 milhões de barris de petróleo por dia entre o que o mundo precisa deles e o que as autoridades sauditas pensam que podem oferecer.
A falta de capacidade ociosa na área de refino para atender a crescente demanda por produtos de petróleo empurrou os preços dos destilados, levando alguns a atingiram seus picos.
Os futuros de gasolina para entrega em agosto na Nymex subiram 8,32 centavos de dólar para um recorde de US$ 1,765 o galão à medida que a tempestade tropical Dennis se aproxima, podendo chegar ao Golfo do México dentro de três dias. Os futuros de óleo para aquecimento também atingiram altas recordes, subindo 4,36 centavos de dólar para US$ 1,776 o galão pela terceira sessão consecutiva.
Os contratos futuros de Brent para entrega em agosto subiram US$ 1,56 para US$ 59,85 o barril, com o diesel atingindo uma alta recorde de US$ 559,75 a tonelada.
Os líderes do G-8 discutem o impacto da alta nos preços do petróleo no crescimento da economia mundial durante seu encontro de três dias na Escócia, que começou ontem.

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