Mercado

Petróleo tem maior queda diária em três anos

Valor Econômico/ag.
02/12/2004 00:00
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Os preços internacionais do petróleo tiveram ontem a maior queda dos últimos três anos. A cotação do petróleo tipo WTI, negociado em Nova York, fechou ontem sua maior queda desde setembro de 2001, depois de o governo americano informar um aumento maior do que o esperado nas reservas de derivados e gasolina. O contrato para entrega em janeiro fechou em baixa de US$ 3,64, cotado a US$ 45,49 por barril. No dia, o WTI variou entre a máxima de US$ 49 e a mínima de US$ 45,35.
Em Londres, o tipo Brent para entrega em janeiro também viveu um dia volátil. O Brent fechou em queda de US$ 3,20, a US$ 42,31 o barril. Foi a maior queda desde 24 de setembro de 2001. O petróleo negociado em Londres serve de referência para os preços da Petrobras.
Os estoques de petróleo nos Estados Unidos subiram em 900 mil barris, para 293,3 milhões, na semana encerrada em 26 de novembro, informou a Administração de Informação de Energia (AIE).
Os estoques de gasolina aumentaram em 3 milhões de barris, para 205,7 milhões, enquanto os de derivados, que incluem óleo para aquecimento, elevaram-se em 2,3 milhões para 117,9 milhões de barris.
Analistas consultados pela Reuters previam para os estoques de petróleo alta de 700 mil barris. Para os de derivados e de gasolina, o prognóstico dos analistas era de aumento de 1,4 milhão de barris em cada.
Os comentários do ministro do Petróleo da Argélia, Chakib Khelil, deram impulso à queda. Ele disse que a Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) provavelmente manterá os níveis de sua produção na reunião marcada para o dia 10 deste mês.
"Não estou preocupado e não acho que ninguém esteja. Por que deveríamos, se os preços ainda estão altos? É um mercado instável e é uma situação normal."
Notícias de que duas plataformas no Mar do Norte voltaram a produzir, depois de terem sido fechadas por conta de um vazamento no fim de semana, também contribuíram para a queda do preço.
A queda ocorre no momento em que o Banco Central Europeu baixou sua previsão de crescimento para 2005 e elevou sua estimativa de inflação para os 12 países que têm o euro como moeda, depois que os preços do petróleo alcançaram recordes.

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