Petroquímica

Polibrasil continua a mesma embora tenha novos sócios

O diretor da Polibrasil, José Ricardo Roriz Coelho, garante que a empresa manterá seus planos de investimento e estratégias, mesmo após a venda da Basell a um grupo russo-indiano. A Basell detinha 50% do capital da Polibrasil.


06/05/2005 00:00
Visualizações: 1341

Embora a venda da Basell (Basf e Shell) - para o consórcio formado pela Access Industries, do empresário russo Ben Blavatnik, e o grupo indiano Chatterjee - provoque alterações na composição acionária da Polibrasil, o diretor superintendente da empresa, José Ricardo Roriz Coelho, garante que operacionalmente não haverá mudanças. Por outro lado, o executivo não descarta a possibilidade de que o grupo Suzano queira aumentar sua participação na empresa.
"O consumo de polipropileno é um dos que mais cresce no mundo e a Polibrasil é a maior produtora deste insumo no Hemisfério Sul. É uma empresa com um futuro promissor e, portanto, é natural que os sócios queiram expandir sua participação no negócio", comentou Roriz. O executivo informou, ainda, que a Basell saiu porque a Shell tem interesse em dedicar-se prioritariamente a exploração de petróleo e a Basf também tem alguns produtos aos quais quer se dedicar.
Segundo o informe da Basell internacional, "a compra só deverá ser finalizada no segundo semestre de 2005, quando a propriedade da empresa será definitivamente transferida para os novos acionistas, respeitando os trâmites regulatórios". No informe, a Basell afirma que até a transferência continuará suas atividades, como sempre, buscando atender às expectativas dos clientes.
Na Polibrasil, os projetos também continuarão em andamento. A ampliação da unidade de Duque de Caxias deverá ser concluída até 2007 e resultará no aumento da produção das atuais 200 mil toneladas anuais de polipropileno para 360 mil toneladas produzidas por ano. O investimento será de aproximadamente US$ 80 milhões, incluindo a construção de um terminal para escoamento da produção.
A empresa também vai construir uma nova unidade contígua à futura refinaria petroquímica da Petrobras, com capacidade de produção de 400 mil toneladas anuais de polipropileno. O investimento na nova planta será de US$ 217 milhões. A localização da planta depende ainda da definição da Petrobras.
Uma das possibilidades é Itaguaí, onde a Petrobras possui uma área e onde há facilidades logísticas decorrentes da proximidade ao porto de Sepetiba. "A outra opção é o norte fluminense, onde o governo do estado daria uma área e onde há uma lei que diferencia os investimentos na região e permite a concessão de mais icentivos fiscais", comentou o secretário de energia, indústria naval e do petróleo, Wagner Victer, que comentou, ainda que as avaliações sobre a localização estão adiantadas e que a decisão da Petrobras deverá ser anunciada nas próximas semanas. 
As informações foram passadas durante o workshop promovido pelo governo do estado e pela Polibrasil com tema "O Futuro da Indústria de Transformação de Plástico no Rio de Janeiro". O evento reuniu 44 empresas transformadoras de plástico, que segundo Victer e Roriz, representam mais de 50% do consumo de polipropileno no Brasil. O objetivo do evento foi apresentar as oportunidades de investimento, a disponibilidade de matéria-prima e os incentivos oferecidos pelo governo fluminense para a intalação destas empresas na Baixada Fluminense.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ROG.e 2026
Mayekawa apresenta soluções para óleo, gás e energia na ...
24/09/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reforça agenda de DE&I no setor de energia co...
24/09/26
ROG.e 2026
Programa Offshore do Futuro deve chegar a Sergipe para f...
24/09/26
ROG.e 2026
Shell Energy Brasil destaca oportunidade de ampliar inte...
24/09/26
ROG.e 2026
Oil States destaca integração entre engenharia, fabricaç...
24/09/26
PPSA
A parcela de petróleo da União foi de 328 mil barris por...
24/09/26
Apoio Offshore
Afretado pela Petrobras, o PSV Starnav Elektra é batizad...
24/09/26
ROG.e 2026
SONDA aposta em IA e Drones para operações críticas no s...
24/09/26
ROG.e 2026
O papel da Lumina e o impacto da ROG.e 2026 para a indús...
23/09/26
Negócios
Avanço acompanha expansão da cadeia de petróleo e gás e ...
23/09/26
ROG.e 2026
A energia inteligente no poço
23/09/26
ROG.e 2026
Como o profissional de Química impulsiona a inovação e a...
23/09/26
ROG.e 2026
IBP lança caderno de Projetos e Iniciativas de Responsab...
23/09/26
ROG.e 2026
Gigantes do setor e produtores independentes aceleram pr...
22/09/26
PPSA
PPSA publica pré-edital do 1º Leilão de Gás Natural da União
22/09/26
ROG.e 2026
Porto do Açu e Perenco Brasil assinam acordo para primei...
22/09/26
ABPIP
ABPIP terá programação própria de debates durante a ROG....
22/09/26
Brandend Content
Brasil Aços amplia estoque de tubos de aço carbono NACE...
22/09/26
ROG.e 2026
MODEC debate desafios para um offshore mais eficiente na...
22/09/26
ROG.e 2026
Cladtek foi selecionada para desenvolver tecnologia que ...
22/09/26
ROG.e 2026
Abertura da ROG.e 2026 destaca transição energética just...
22/09/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25