Previsão

Russa Gazprom espera redução do preço do gás na Europa

A companhia estatal russa Gazprom prevê uma importante redução do preço do gás para a Europa este ano e uma ligeira queda nas exportações, afirmaram representantes da empresa à agência russa Interfax.

Agência Lusa
09/02/2009 09:27
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A companhia estatal russa Gazprom prevê uma importante redução do preço do gás para a Europa este ano e uma ligeira queda nas exportações, afirmaram representantes da empresa à agência russa Interfax.

 

De acordo com estimativas da Gazprom, o preço do gás baixará de US$ 480 para cada 1.000 metros cúbicos em 2008 para US$ 280 este ano, enquanto as exportações diminuirão de 179 bilhões de metros cúbicos para 170 bilhões.

 

A companhia justifica esta situação com a queda do preço do petróleo nos últimos seis meses, na sequência da crise, e o fato de ser inconveniente vender grandes quantidades de gás a preços baixos, segundo o vice-presidente da Gazprom, Alexandr Medvedev.

 

Os dados apresentados pelo consórcio, na sexta-feira, aos investidores indicam ainda que a Gazprom poderia reduzir a extração de gás em até 7%, de 550 bilhões de metros cúbicos no ano passado até 510 bilhões este ano.

 

Os abastecimentos de gás aos países da comunidade pós-soviética serão reduzidos de 88 bilhões de metros cúbicos no ano passado para 75 bilhões.

 

Segundo fontes da Gazprom, o consórcio está revendo todos os seus planos, incluindo o programa de investimentos para 2009, que anteriormente foi aprovado no valor de US$ 26,2 bilhões.

 

A estratégia financeira da companhia está calculada mediante três cenários de graus distintos de pessimismo, partindo de eventuais preços do petróleo a US$ 40, US$ 30 e US$ 25 por barril.

 

Segundo um relatório da consultora PFC Energy, a Gazprom perdeu em 2008 74% da sua capitalização e baixou do terceiro para o décimo primeiro lugar do mundo entre as companhias mais caras do setor do petróleo e do gás.

 

A Gazprom, cuja capitalização em finais de 2007 era de US$ 332 bilhões, a terceira maior depois das gigantes norte-americanas Exxon Mobile e General Electric, "custava" em 31 de dezembro do ano passado apenas US$ 83 milhões, apontou o estudo.

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