Indústria

Senai prepara adoção de modelo em 23 institutos até 2014

Instituição participou de curso promovido pelo Cisb.

Valor Econômico
19/09/2012 10:31
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Um dos principais desafios para o desenvolvimento industrial do Brasil tem sido o de viabilizar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas. O sistema de inovação sueco, que deu origem a tecnologias pioneiras, como a turbina a vapor, a chave inglesa, o airbag, a rede de comunicação Skype, entre outras, atraiu o interesse de instituições brasileiras que estão tentando implantar um modelo de inovação no país que aumente a competitividade da indústria local.
O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), por exemplo, participou de curso sobre o sistema de inovação praticado pelas instituições de pesquisa e empresas suecas, promovido pelo Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (Cisb), na semana passada. Agora, quer levar essa experiência para o projeto que prevê a implantação de 23 institutos de pesquisa no Brasil até 2014.
Um dos responsáveis por esse projeto, o analista de desenvolvimento industrial do Senai, Mateus Simões de Freitas, disse que também está em análise o modelo de inovação praticado pelo instituto Fraunhofer, na Alemanha, onde ele passou duas semanas.
Formado por 60 institutos e 20 mil funcionários, Fraunhofer é considerada a mais importante fundação europeia de pesquisa aplicada, criada para atender às necessidades tecnológicas das indústrias. No local, os cientistas trabalham em áreas diversas como microeletrônica, informática, automação, novos materiais, química, energia, laser e outras.
Os recursos para a pesquisa básica, segundo Freitas, são financiados pelo governo. As empresas também participam de editais para pesquisa e desenvolvimento, e contratam pesquisa e serviços do instituto.
"Na prática, o grande desafio que temos pela frente no Brasil é o fortalecimento da parceria entre universidade e empresas, de forma que possamos conseguir fixar os nossos engenheiros em áreas estratégicas e, com isso, evitar a evasão de cérebros para o mercado financeiro", afirmou Freitas.
Depois de conhecer como funciona na prática o dinâmico sistema de inovação aberta da Suécia, o Senai pretende estabelecer alguma parceria para a transferência de tecnologia de interesse do Brasil. "No programa Ciência Sem Fronteiras, o Senai está se comprometendo com uma cota", disse Freitas. "Com isso, pode trazer ou mandar pessoas para os institutos suecos de pesquisa e desenvolvimento. Mas, antes precisamos verificar se existe interesse em cooperação para iniciarmos esse processo de troca de pesquisadores."
O plano do Senai é que oito institutos de pesquisas já tenham sido implantados até o fim do ano e outros oito em 2013. O investimento previsto para ser aplicado nesse projeto, segundo o analista, é de R$ 700 milhões.
No Parque Tecnológico de São José dos Campos, o Senai já está construindo uma unidade voltada para a formação de mão de obra para os setores aeroespacial e de defesa. O centro, que ficará pronto em 2014, receberá um investimento de R$ 84 milhões.
A criação do centro, de acordo com Freitas, atende a uma demanda das empresas do setor aeroespacial e de defesa, que estão encontrando dificuldades para contratar engenheiros, especialistas em materiais compostos e projetistas. O centro do Senai vai oferecer 5.800 vagas por ano e funcionará em uma área de 20 mil metros quadrados.
Dos 23 institutos de pesquisa do Senai, quatro serão construídos com recursos próprios do Senai de São Paulo. Do valor restante, 90% serão financiados pelo BNDES e 10% pelo Senai Brasil. Em novembro deverão ser apresentados os oito primeiros institutos de pesquisa.
As áreas de pesquisa dos institutos, segundo Freitas, abrangem tecnologia da informação (TI), laser, engenharia de superfície, metalurgias e ligas especiais, defesa, entre outras. "Vamos estabelecer uma rede de colaboração entre os institutos para que eles possam trabalhar em cooperação no desenvolvimento de determinadas linhas de pesquisa", disse.
A localização dos institutos está sendo escolhida de acordo com a vocação tecnológica de cada região. Mas, de preferência, eles ficarão ao lado de um parque tecnológico, para facilitar a integração entre universidade, empresa e instituições de pesquisa. Dessa forma, o instituto de Recife, que estará focado em tecnologia da informação, ficará localizado no Porto Digital, e o de defesa, no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

Um dos principais desafios para o desenvolvimento industrial do Brasil tem sido o de viabilizar as atividades de pesquisa, desenvolvimento e inovação nas empresas. O sistema de inovação sueco, que deu origem a tecnologias pioneiras, como a turbina a vapor, a chave inglesa, o airbag, a rede de comunicação Skype, entre outras, atraiu o interesse de instituições brasileiras que estão tentando implantar um modelo de inovação no país que aumente a competitividade da indústria local.


O Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), por exemplo, participou de curso sobre o sistema de inovação praticado pelas instituições de pesquisa e empresas suecas, promovido pelo Centro de Pesquisa e Inovação Sueco-Brasileiro (Cisb), na semana passada. Agora, quer levar essa experiência para o projeto que prevê a implantação de 23 institutos de pesquisa no Brasil até 2014.


Um dos responsáveis por esse projeto, o analista de desenvolvimento industrial do Senai, Mateus Simões de Freitas, disse que também está em análise o modelo de inovação praticado pelo instituto Fraunhofer, na Alemanha, onde ele passou duas semanas.


Formado por 60 institutos e 20 mil funcionários, Fraunhofer é considerada a mais importante fundação europeia de pesquisa aplicada, criada para atender às necessidades tecnológicas das indústrias. No local, os cientistas trabalham em áreas diversas como microeletrônica, informática, automação, novos materiais, química, energia, laser e outras.


Os recursos para a pesquisa básica, segundo Freitas, são financiados pelo governo. As empresas também participam de editais para pesquisa e desenvolvimento, e contratam pesquisa e serviços do instituto.


"Na prática, o grande desafio que temos pela frente no Brasil é o fortalecimento da parceria entre universidade e empresas, de forma que possamos conseguir fixar os nossos engenheiros em áreas estratégicas e, com isso, evitar a evasão de cérebros para o mercado financeiro", afirmou Freitas.


Depois de conhecer como funciona na prática o dinâmico sistema de inovação aberta da Suécia, o Senai pretende estabelecer alguma parceria para a transferência de tecnologia de interesse do Brasil. "No programa Ciência Sem Fronteiras, o Senai está se comprometendo com uma cota", disse Freitas. "Com isso, pode trazer ou mandar pessoas para os institutos suecos de pesquisa e desenvolvimento. Mas, antes precisamos verificar se existe interesse em cooperação para iniciarmos esse processo de troca de pesquisadores."


O plano do Senai é que oito institutos de pesquisas já tenham sido implantados até o fim do ano e outros oito em 2013. O investimento previsto para ser aplicado nesse projeto, segundo o analista, é de R$ 700 milhões.


No Parque Tecnológico de São José dos Campos, o Senai já está construindo uma unidade voltada para a formação de mão de obra para os setores aeroespacial e de defesa. O centro, que ficará pronto em 2014, receberá um investimento de R$ 84 milhões.


A criação do centro, de acordo com Freitas, atende a uma demanda das empresas do setor aeroespacial e de defesa, que estão encontrando dificuldades para contratar engenheiros, especialistas em materiais compostos e projetistas. O centro do Senai vai oferecer 5.800 vagas por ano e funcionará em uma área de 20 mil metros quadrados.


Dos 23 institutos de pesquisa do Senai, quatro serão construídos com recursos próprios do Senai de São Paulo. Do valor restante, 90% serão financiados pelo BNDES e 10% pelo Senai Brasil. Em novembro deverão ser apresentados os oito primeiros institutos de pesquisa.


As áreas de pesquisa dos institutos, segundo Freitas, abrangem tecnologia da informação (TI), laser, engenharia de superfície, metalurgias e ligas especiais, defesa, entre outras. "Vamos estabelecer uma rede de colaboração entre os institutos para que eles possam trabalhar em cooperação no desenvolvimento de determinadas linhas de pesquisa", disse.


A localização dos institutos está sendo escolhida de acordo com a vocação tecnológica de cada região. Mas, de preferência, eles ficarão ao lado de um parque tecnológico, para facilitar a integração entre universidade, empresa e instituições de pesquisa. Dessa forma, o instituto de Recife, que estará focado em tecnologia da informação, ficará localizado no Porto Digital, e o de defesa, no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

 

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