Crise

Setor sucroenergético vive tormenta

Redação/ Assessoria
22/10/2014 11:00
Setor sucroenergético vive tormenta Imagem: Divulgação Free Images Visualizações: 704

 

O mercado de açúcar segue praticamente inalterado, com preços do mercado futuro com pouca apreciação. O mercado físico expõe toda sua fraqueza, com açúcar sendo vendido praticamente ao custo de produção. E se o açúcar não vai bem, o etanol consegue ser ainda pior.
O mercado futuro do petróleo tipo Brent para entrega imediata acumula queda de 19,5% no trimestre e negociava até a última sexta-feira a US$ 84,50 o barril. "Com isso, pela primeira vez em muito tempo, o preço justo do litro da gasolina no Brasil coincide com o preço praticado na bomba, ou seja, de aproximadamente R$ 2,835. Agora não tem mais defasagem. O que passou, passou. O sangramento do caixa da Petrobrás como efeito, entre outras coisas, dessa política perversa comandada pelo Governo Federal, foi finalmente estancado", explica Arnaldo Corrêa, gestor de riscos em commodities agrícolas especialista no setor sucroalcooleiro.
O setor, que imaginava um ajuste nos preços dos combustíveis para que o etanol voltasse a ser competitivo, agora vai ter que conviver com os níveis atuais que não remuneram as usinas. O hidratado hoje é vendido com prejuízo médio de 5,5% em relação ao custo de produção, sem considerarmos o custo financeiro, segundo números da Archer Consulting - empresa de consultoria em mercados de futuros, opções, derivativos e planejamento estratégico para commodities agrícolas.
"Petróleo mais baixo significa que o etanol precisa ser mais baixo para não perder mercado, que remunerando mal implica em mais cana sendo transferida para o açúcar no mix do próximo ano, que se traduz em mais oferta de açúcar no mercado, que significa preços mais baixos. Num círculo perverso que inflige ao setor apenas as agruras sem ter aproveitado as vacas gordas porque a gasolina está congelada", conclui Arnaldo.

O mercado de açúcar segue praticamente inalterado, com preços do mercado futuro com pouca apreciação.

O mercado físico expõe toda sua fraqueza, com açúcar sendo vendido praticamente ao custo de produção. E se o açúcar não vai bem, o etanol consegue ser ainda pior.

O mercado futuro do petróleo tipo Brent para entrega imediata acumula queda de 19,5% no trimestre e negociava até a última sexta-feira a US$ 84,50 o barril. "Com isso, pela primeira vez em muito tempo, o preço justo do litro da gasolina no Brasil coincide com o preço praticado na bomba, ou seja, de aproximadamente R$ 2,835. Agora não tem mais defasagem. O que passou, passou.

O sangramento do caixa da Petrobrás como efeito, entre outras coisas, dessa política perversa comandada pelo Governo Federal, foi finalmente estancado", explica Arnaldo Corrêa, gestor de riscos em commodities agrícolas especialista no setor sucroalcooleiro.

O setor, que imaginava um ajuste nos preços dos combustíveis para que o etanol voltasse a ser competitivo, agora vai ter que conviver com os níveis atuais que não remuneram as usinas.

O hidratado hoje é vendido com prejuízo médio de 5,5% em relação ao custo de produção, sem considerarmos o custo financeiro, segundo números da Archer Consulting - empresa de consultoria em mercados de futuros, opções, derivativos e planejamento estratégico para commodities agrícolas.

"Petróleo mais baixo significa que o etanol precisa ser mais baixo para não perder mercado, que remunerando mal implica em mais cana sendo transferida para o açúcar no mix do próximo ano, que se traduz em mais oferta de açúcar no mercado, que significa preços mais baixos. Num círculo perverso que inflige ao setor apenas as agruras sem ter aproveitado as vacas gordas porque a gasolina está congelada", conclui Arnaldo.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Bacia de Santos
Brasil: Início da Operação de Lapa Sudoeste
11/03/26
Pré-Sal
Seatrium impulsiona P-78 à injeção do primeiro gás após ...
11/03/26
PPSA
Assinatura de contratos de Mero e Atapu consolida result...
11/03/26
Empresas
Justiça suspende aumento de IRPJ e CSLL e decisão pode i...
10/03/26
Biodiesel
Setor de Combustíveis Defende Liberação da Importação de...
10/03/26
Macaé Energy
No Macaé Energy 2026, Firjan promove edição especial do ...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Dia da Mulher: elas contribuem para avanços no setor ene...
09/03/26
FEPE
PRECISAMOS DE P&D DE LONGO PRAZO - Entrevista com Isabel...
09/03/26
Internacional
Efeitos de preços do petróleo sobre a economia brasileira
09/03/26
Dutos
Transpetro aplica tecnologia com IA para ampliar eficiên...
09/03/26
Dia Internacional da Mulher
Constellation amplia em mais de 300% a presença feminina...
09/03/26
Combustível
Etanol volta a subir no indicador semanal
09/03/26
Resultado
Com um aumento de 11% na produção total de petróleo e gá...
06/03/26
FEPE
EMPREENDER DEMANDA RELAÇÕES DE CONFIANÇA - Entrevista co...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
IBP amplia agenda de equidade de gênero com segundo cicl...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Repsol Sinopec Brasil tem 38% de mulheres na liderança e...
06/03/26
Indústria Naval
SPE Águas Azuis realiza entrega da Fragata "Tamandaré" -...
06/03/26
Economia
Indústria volta a crescer em janeiro, mas Firjan alerta ...
06/03/26
Transpetro
Lucro líquido é 22% superior a 2024 e reflete novo momen...
06/03/26
Dia Internacional da Mulher
Presença feminina cresce em cargos de liderança no setor...
06/03/26
Acordo
Firjan considera avanço significativo a aprovação do Aco...
06/03/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23