Gás Natural

Shell quer retomar projeto de GNL em Suape

A Shell tem interesse em retomar o projeto de uma unidade de gás natural liquefeito (GNL) em parceria com a Petrobras, a ser instalada em Suape (PE). "Nós continuamos interessados e acreditamos no projeto. Esperamos uma oportunidade para viabilizar a unidade", informou o diretor comercial da área

Jornal do Commercio
19/04/2007 00:00
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A Shell tem interesse em retomar o projeto de uma unidade de gás natural liquefeito (GNL) em parceria com a Petrobras, a ser instalada em Suape (PE). "Nós continuamos interessados e acreditamos no projeto. Esperamos uma oportunidade para viabilizar a unidade", informou o diretor comercial da área de Gás & Energia da Shell Cone Sul, Marcelo Menicucci.

Os estudos para a instalação de uma unidade de regaseificação de GNL em Suape tiveram início em 2000, quando a Shell e a Petrobras constituíram uma joint venture, a GNL do Nordeste, para desenvolver o projeto. Na ocasião, o investimento não evoluiu por conta do preço do gás natural. "O valor estimado para o gás ficava entre US$ 4,5 e US$ 5 por milhão de BTU, extremamente alto para o mercado brasileiro", afirmou Menicucci.

O cenário é um pouco diferente. Apesar de o preço do GNL ter aumentado, o custo do gás natural no mercado interno também cresceu, seja ele de origem boliviana ou nacional. "Os valores estão convergindo para as expectativas do mercado brasileiro", acrescentou o executivo da Shell.

A grande dificuldade hoje seria a urgência que o Brasil necessita do energético. "Uma unidade como a de Suape não ficará pronta na mesma velocidade que os navios que a Petrobras pretende utilizar. Nosso projeto seria construído entre dois anos e meio a três anos. Não é a solução para os problemas imediatos", disse Menicucci.

Segundo o executivo, o investimento em terminal fixo em Suape só é viável se o País quiser solucionar problemas estruturais no fornecimento de gás natural. "Se há necessidade, o terminal fixo tem custo ao longo da vida útil menor. Mas se o País necessitar de instalação para cinco anos, as unidades flutuante são melhores", explicou. Nas projeções da Shell, a janela de oportunidade para construir uma unidade fixa surgiria apenas depois de 2019.

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