Petroquímica
Jornal do Brasil
Petrobras eleva previsão de projeto petroquímico
A nova unidade de petroquímicos básicos que reunirá a Petrobras, o grupo Ultra e o BNDES deverá consumir muito mais do que os US$ 3,5 bilhões de investimentos originalmente previstos pelo projeto. Os estudos conduzidos pelo grupo de trabalho constituído pelos sócios já identificou a necessidade de até US$ 6 bilhões de desembolsos para tornar o empreendimento uma realidade. O montante, segundo especialistas do setor, abre espaço para a entrada de novos sócios que dividam os riscos envolvidos no projeto.
Um executivo da Petrobras, que preferiu não se identificar, revelou que o projeto deverá ter todas as definições em agosto, quando estará concluído o estudo de viabilidade técnica e econômica dos sócios. A localização, um dos pontos pendentes, depende de fatores logísticos, fiscais e comerciais, segundo essa fonte. Além de fatores logísticos e fiscais, em favor do Rio pesam critérios políticos, segundo executivos que acompanham o projeto. O fato de o governo federal, principal acionista da Petrobras, precisar recuperar a popularidade desgastada no estado nos dois primeiros anos de gestão é apenas um deles. O projeto da unidade, segundo fontes que acompanham as negociações, representaria um cachimbo da paz entre os governos federal e estadual.
O secretário estadual de Energia, Indústria Naval e Petróleo do Rio, Wagner Victer, contesta as informações do empresário Paulo Cunha, diretor-presidente do grupo Ultra, que disse estudar a hipótese de Espírito Santo ou São Paulo como sedes do empreendimento. Victer revelou que, reservadamente, o presidente da Petrobras, José Eduardo Dutra, comunicou à governadora do Rio, Rosinha Matheus, que o empreendimento já estaria destinado ao Rio. Procurado pelo Jornal do Brasil, o secretário de Desenvolvimento Econômico e Turismo do Espírito Santo, Júlio Bueno, negou que tivesse sido contatado por executivos da Petrobras ou do Ultra para instalação da unidade em seu estado.
Do ponto de vista técnico, os estudos de viabilidade já concluíram que a produção de eteno e propeno exigirá a construção de uma unidade de segunda geração acoplada à de refino, o que elevará o custo em pelo menos US$ 2 bilhões.
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