Retomada

Abril registra a terceira alta consecutiva no Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas

Levantamento mostra que os empresários de Serviços são os mais otimistas. Estudo é produzido pelo Sebrae em conjunto com a Fundação Getulio Vargas

Redação TN Petróleo/Assessoria
11/05/2022 06:32
Abril registra a terceira alta consecutiva no Índice de Confiança das Micro e Pequenas Empresas Imagem: Divulgação Visualizações: 1534

Pelo terceiro mês consecutivo, o Índice de Confiança de Micro e Pequenas Empresas (IC-MPE) avançou em 2022, influenciado tanto pela situação atual quanto pelas expectativas de curto prazo dos empresários. No mês de abril, a alta foi de 4,7 pontos, o que alavancou em 1,6 ponto o acumulado quadrimestral. O levantamento, produzido pelo Sebrae em parceria com a Fundação Getúlio Vargas, engloba os setores de Comércio, Serviços e Indústria de Transformação.

Segundo a pesquisa, o aumento da satisfação dos donos de micro e pequenas empresas deveu-se, principalmente, à recuperação da situação atual dos negócios, cujo indicador alcançou o maior nível desde outubro de 2021. O registro positivo está relacionado ao aumento da demanda, que também obteve o melhor desempenho desde julho do ano passado. Olhando para o futuro próximo, os empreendedores também estão mais confiantes: indicadores como a tendência dos negócios para os próximos seis meses e as perspectivas sobre demanda subiram.

“A melhora da confiança das micro e pequenas empresas, pela terceira pesquisa seguida, foi influenciada pela percepção mais favorável da situação atual, por conta do controle da pandemia e maior circulação das pessoas, anúncio da liberação de novo saque de FGTS, antecipação do 13º salário de aposentados e pensionistas e aumento das expectativas”, enumera o presidente do Sebrae, Carlos Melles. “O cenário macroeconômico ainda exige atenção. Existem incertezas no curto prazo, escassez de insumos, que podem piorar com o problema geopolítico entre a Rússia e a Ucrânia, alta da taxa de juros e inflação, componentes que reduzem poder de compra da população e limitam o crescimento e desenvolvimento das MPE”, complementou.

Serviços

O setor de Serviços foi o que puxou a elevação do IC-MPE em abril, acrescendo 6,9 pontos, seguido pela Indústria de Transformação (4,3 pontos). Na contramão, o Comércio cedeu 1,2 ponto em abril.

Os empreendedores que trabalham em Serviços demonstraram mais confiança pelo segundo mês seguido, repercutindo também em um saldo quadrimestral positivo. O estudo do Sebrae aponta que, apesar da variante Ômicron ter interrompido a sequência de retomada do setor no início do ano, os empresários de Serviços voltaram a se recuperar e têm se destacado dos demais.

Uma demanda que explica esse progresso é o de serviços prestados às famílias, em que há um predomínio de menores empresas. Há ainda bons números nos serviços profissionais, serviços de transporte e serviços de informação e comunicação. Pela ótica regional, empreendedores de todo o país se mostraram mais confiantes, em especial no Sudeste e Nordeste, onde houve uma programação mais intensa do Carnaval fora de época.

Indústria

Os pequenos negócios da Indústria também registraram recuperação pelo segundo mês consecutivo, atingindo 99,7 pontos (alta de 4,3 pontos), maior nível desde dezembro de 2021. O avanço decorre de uma maior satisfação das empresas em relação ao presente, relacionada ao volume da demanda interna e à situação atual dos negócios, bem como a um aumento do otimismo com os meses futuros.

O conflito entre Rússia e Ucrânia impactou positivamente a confiança das micro e pequenas empresas do ramo de fertilizantes, beneficiadas com a dificuldade da importação estrangeira, que redirecionou a demanda para o mercado doméstico. Alimentos, metalurgia e produtos de metal e vestuário também avançaram no mês passado.

Todas as regiões computaram ganhos no IC-MPE, apenas o Sul se manteve estável.

Comércio

Ao contrário dos demais setores, a confiança das MPE do Comércio caiu 1,2 ponto, influenciada por uma piora das expectativas em relação aos próximos meses devido, sobretudo, à diminuição do consumo das famílias. O cenário de inflação e juros elevados freiam as compras, dado o alto endividamento das famílias e o aumento das taxas de juros.

Empresas do ramo de veículos, motos e peças (lojas de autopeças e pequenas revendedoras) foram as que tiveram o maior grau de desânimo. Um dos possíveis motivos é ainda a escassez de insumos devido à pandemia. E a tendência é de piora nesse quadro em razão do conflito internacional, já que a Ucrânia é responsável por, praticamente, 70% da produção mundial de néon, o principal insumo para fabricação de chips semicondutores.

No recorte por regiões, o Norte e o Centro-Oeste foram, praticamente, os responsáveis pela queda no índice do Comércio. O Sudeste manteve a estabilidade e o Sul e Nordeste foram na direção oposta, subindo 3,3 pontos e 0,2 ponto, respectivamente.

Crédito

Os resultados do indicador de crédito em médias móveis trimestrais mostram que os setores de Serviços e Comércio sinalizam uma piora das condições para se obter crédito nos últimos meses. O único setor que está em tendência crescente é o da Indústria de Transformação, que fechou o trimestre no azul. Segundo análise apresentada pelo levantamento, a captação de crédito das micro e pequenas empresas junto aos bancos já era bastante rigorosa, mas tornou-se ainda mais desafiadora na pandemia – com a redução de demanda, muitas empresas reduziram drasticamente suas reservas e o risco de inadimplência se elevou, o que levou muitas delas a fecharem suas portas.

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