Firjan

Aprovar a Reforma Tributária é promover justiça social

Há avanços em simplificação, crédito amplo, neutralidade, transparência e isonomia de alíquotas entre setores. Hoje a indústria é penalizada com 46% de carga de impostos

Redação TN Petróleo/Assessoria Firjan
08/11/2023 13:20
Aprovar a Reforma Tributária é promover justiça social Imagem: Divulgação Visualizações: 2081

A Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan) entende que o texto da PEC 45 resolve a maior parte dos problemas do atual sistema tributário, e deve ser aprovado com ressalvas. Ao aprovar a Reforma Tributária, o Congresso Nacional tem a chance de reescrever a história e construir um país mais competitivo, justo e próspero.

O texto traz inúmeros ganhos, como simplificação, crédito amplo, neutralidade, transparência e isonomia de alíquotas entre setores econômicos. A indústria nacional compõe 23,9% do PIB, mas arrecada 38% do total dos tributos federais, ICMS e Previdência. Sua carga tributária é de 46,2%, quase 20% a mais do que a média dos demais setores. Hoje, a indústria tem a maior carga tributária: a cada R$ 100 pagos num produto industrializado, R$ 46 é imposto.

A Firjan defende uma reforma da tributação sobre o consumo, que simplifique o sistema, transfira a tributação para o destino, e equalize a carga entre setores econômicos. A Reforma Tributária é medida urgente para ampliar a geração de emprego e renda. Reduzir a tributação da indústria é fazer justiça social. Afinal, são os menos favorecidos que gastam mais, proporcionalmente ao seu orçamento, com os produtos industrializados. Quem investe em serviços são as classes média e alta. Equilibrando a taxação dos setores, se equilibra a cobrança de impostos à população de forma mais justa.

Contudo, há pontos que o Congresso precisa observar, sob o risco de termos mitigado boa parte dos avanços e benefícios da aprovação do IVA. O principal deles é a possibilidade de incidência da CIDE (Contribuições de Intervenção no Domínio Econômico) sobre bens que competem com os da Zona Franca de Manaus, o que garante um privilégio a esta região.

Há também o número grande de exceções inseridas no texto aprovado na Comissão de Constituição e Justiça.

É necessário que o Imposto Seletivo não incida sobre os insumos, evitando assim que

o novo sistema tributário seja também cumulativo. Ainda que em um primeiro momento um setor perca benefício fiscal, no longo prazo, a isonomia tributária é um ganha-ganha: dinamiza a economia, gera mais empregos, renda, mercado consumidor. E, também, põe fim à guerra fiscal entre os estados, tornando-se mais competitivo quem tiver melhor infraestrutura.

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Evento
Fórum nacional debate expansão do biogás e do biometano ...
08/04/26
Curso
Firjan SENAI e Foresea assinam parceria para oferecer cu...
08/04/26
Posicionamento IBP
Taxação de 12% na MP1340 gera sobreposição tributária e ...
08/04/26
iBEM26
Entrevista exclusiva: Rosatom mira o Brasil e reforça pr...
07/04/26
Resultado
Porto do Açu garante R$ 237 milhões em royalties retroat...
07/04/26
Pessoas
Angélica Laureano é a nova Diretora Executiva de Logísti...
07/04/26
Biometano
ANP credencia primeiro Agente Certificador de Origem (AC...
07/04/26
ANP
Conteúdo local: ANP ultrapassa marco de 30 TACS
07/04/26
Cana Summit
Juros elevados e crédito mais restrito colocam fluxo de ...
07/04/26
BRANDED CONTENT
Intercabos® lança novo site e concretiza presença no mer...
07/04/26
PPSA
União recebe R$ 917,32 milhões por redeterminação de Tupi
07/04/26
Combustíveis
ETANOL/CEPEA: Preço médio da safra 25/26 supera o da tem...
07/04/26
Estudo
Brasil amplia dependência de térmicas, mas falta de esto...
06/04/26
Oferta Permanente
Oferta Permanente de Partilha (OPP): ANP publica novo edital
06/04/26
Tributação
Infis Consultoria promove 4º Seminário Tributação em Óle...
06/04/26
Hidrogênio Verde
Estudo no RCGI mapeia regiões com maior potencial para p...
06/04/26
Diesel
Subvenção ao diesel: ANP inicia consulta pública de cinc...
02/04/26
GLP
Supergasbras realiza a primeira importação de BioGL do B...
02/04/26
Cana Summit
Setor sucroenergético avalia efeitos da Reforma Tributár...
02/04/26
Rio de Janeiro
Para Firjan juros em dois dígitos e rigidez fiscal barra...
02/04/26
Resultado
Com 5,304 milhões de boe/d, produções de petróleo e de g...
02/04/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

23