Estaleiros

Atlântico Sul e Eisa apresentam proposta para encomenda da Vale

Os estaleiros Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco, e o Eisa, com projeto para Alagoas, vão disputar a encomenda da Vale para construir quatro navios para o transporte de minério de ferro. O EAS, controlado por Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, e o Eisa, do Synergy Grou

Valor Econômico
16/12/2009 07:42
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Os estaleiros Atlântico Sul (EAS), de Pernambuco, e o Eisa, com projeto para Alagoas, vão disputar a encomenda da Vale para construir quatro navios para o transporte de minério de ferro. O EAS, controlado por Camargo Corrêa e Queiroz Galvão, e o Eisa, do Synergy Group, de German Efromovich, entregaram ontem, último dia do prazo, as propostas para construir os navios.

Procurados, a Vale e os estaleiros não quiseram se manifestar. A mineradora deve analisar as propostas para decidir sobre a construção dos navios no Brasil. Fontes da indústria naval disseram que os dois estaleiros só devem ter condições de atender a encomenda a partir de 2014.

O Eisa, que tem um estaleiro no Rio, trabalha para construir um novo empreendimento no município de Coruripe, ao sul de Maceió, investimento estimado em R$ 1,5 bilhão. O Eisa conta com o projeto para fazer os navios da Vale. O investimento poderá ser financiado pelo Fundo da Marinha Mercante (FMM). No caso do EAS, a construção dos navios da Vale a partir de 2014 é considerada razoável por fontes do setor já que o estaleiro tem em carteira 22 navios da Transpetro, para entrega até 2013, além do casco da plataforma P-55 da Petrobras.

Inicialmente a Vale indicou aos estaleiros que precisaria dos navios para 2012-2013 dentro de uma estratégia de montar uma frota para transportar minério de ferro a baixo custo para a China. Como os estaleiros não conseguiriam atender o prazo pedido, a Vale aceitou analisar propostas para entrega além de 2013. A mineradora também estendeu por dois meses - de 15 de outubro para 15 de dezembro - o prazo para recebimento das ofertas.

Os quatro navios têm capacidade individual de 400 mil toneladas. É o mesmo porte de 12 navios contratados pela Vale na China em uma encomenda avaliada em US$ 1,6 bilhão que motivou protestos da indústria naval brasileira e levou à reabertura de negociações. Fontes da indústria naval dizem que se a Vale contratar as embarcações no mercado brasileiro pagará mais caro por unidade em um primeiro momento.

Há a expectativa da indústria de que esse seja o primeiro lote de uma série de navios que a Vale poderia contratar com os estaleiros nacionais, reduzindo o preço das unidades seguintes.

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