Política

Caso OGX mostra necessidade de aproximação com CVM, indica ANP

Empresa devolveu nove blocos arrematados na 11ª Rodada.

Valor Online
28/08/2013 12:00
Visualizações: 634

 

O episódio envolvendo a OGX Petróleo e Gás Participações, que desistiu da aquisição de nove blocos arrematados na 11ª Rodada de Licitações, afetando o mercado de ações, mostrou que a ANP precisa “se aproximar” da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afirmou a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, nesta quarta-feira (28), em audiência pública no Senado.
“O mercado de ações do Brasil vai ter que se acostumar com a indústria do petróleo”, comentou. Segundo Magda, no caso específico da OGX, apareceu uma nova questão, sobre a qual ela está “pensando em como agir”. A diretora-geral afirmou que vai procurar o presidente da CVM para discutir como os dois órgãos podem ajustar o “timing”.
De acordo com Magda, o processo administrativo na ANP demanda um tempo longo de análise, com perguntas ao concessionário, avaliação de documentos, novas perguntas, novos pedidos etc. “Mas o mercado financeiro tem outro timing”, afirmou. “Estou considerando que a ANP tem que se aproximar mais da CVM, porque os processos, no âmbito de ANP e CVM, estão corretos”.
Ao comentar a decisão da OGX, ela disse que na indústria petrolífera a chance de acerto é de 15% e a de erro, 85%. “Exploração é uma estatística. Por isso, as empresas trabalham em parceria. O jogo é esse mesmo”.
Ela disse a produção é “calibrada”, em parte, analisando a produção dos poços existentes em volta da área de interesse. E, segundo Magda Chambriard, no Campo da Bacia de Campos onde a OGX fez as descobertas, não há, em volta, “nada com mais de cinco mil barris por dia”. Por isso, na sua avaliação, “esperar 20 mil barris por dia não era muito razoável”.
Com relação às áreas adquiridas pela OGX, a diretora-geral da ANP disse que os consórcios que ficaram em segundo lugar nos leilões serão chamados e, se quiserem explorar a área, terão que honrar a oferta do primeiro lugar. Segundo ela, em apenas um deles não houve um segundo colocado. Neste caso, a área “volta para o balaio da ANP”.
A OGX  declarou na terça-feira ter desistido da aquisição de nove blocos de petróleo arrematados em leilão no mês de maio, na 11ª Rodada de Licitações promovida pela ANP. O anúncio afetou as ações. Segundo a empresa, a diretoria executiva decidiu diminuir a “exposição a novos riscos exploratórios”. Em fato relevante, a companhia declara que “não é recomendável, no momento atual, assumir risco exploratório de novas áreas, em relação as quais não tenha logrado formar consórcios com outras empresas, através do que seria possível mitigar o risco exploratório”.
Pela desistência, a empresa de Eike Batista deverá arcar com o pagamento de uma multa contratual de R$ 3,4 milhões. A medida é reflexo do novo plano de negócios da OGX, criado após os problemas da empresa no desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia.
Magda Chambriard participa nesta quarta-feira de audiência pública conjunta das comissões de Serviço de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, destinada a debater a primeira rodada de leilões de exploração do petróleo da camada pré-sal sob regime de partilha de produção, modelo criado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva.

O episódio envolvendo a OGX Petróleo e Gás Participações, que desistiu da aquisição de nove blocos arrematados na 11ª Rodada de Licitações, afetando o mercado de ações, mostrou que a ANP precisa “se aproximar” da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), afirmou a diretora-geral da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Magda Chambriard, nesta quarta-feira (28), em audiência pública no Senado.


“O mercado de ações do Brasil vai ter que se acostumar com a indústria do petróleo”, comentou. Segundo Magda, no caso específico da OGX, apareceu uma nova questão, sobre a qual ela está “pensando em como agir”. A diretora-geral afirmou que vai procurar o presidente da CVM para discutir como os dois órgãos podem ajustar o “timing”.


De acordo com Magda, o processo administrativo na ANP demanda um tempo longo de análise, com perguntas ao concessionário, avaliação de documentos, novas perguntas, novos pedidos etc. “Mas o mercado financeiro tem outro timing”, afirmou. “Estou considerando que a ANP tem que se aproximar mais da CVM, porque os processos, no âmbito de ANP e CVM, estão corretos”.


Ao comentar a decisão da OGX, ela disse que na indústria petrolífera a chance de acerto é de 15% e a de erro, 85%. “Exploração é uma estatística. Por isso, as empresas trabalham em parceria. O jogo é esse mesmo”.


Ela disse a produção é “calibrada”, em parte, analisando a produção dos poços existentes em volta da área de interesse. E, segundo Magda Chambriard, no Campo da Bacia de Campos onde a OGX fez as descobertas, não há, em volta, “nada com mais de cinco mil barris por dia”. Por isso, na sua avaliação, “esperar 20 mil barris por dia não era muito razoável”.


Com relação às áreas adquiridas pela OGX, a diretora-geral da ANP disse que os consórcios que ficaram em segundo lugar nos leilões serão chamados e, se quiserem explorar a área, terão que honrar a oferta do primeiro lugar. Segundo ela, em apenas um deles não houve um segundo colocado. Neste caso, a área “volta para o balaio da ANP”.


A OGX  declarou na terça-feira ter desistido da aquisição de nove blocos de petróleo arrematados em leilão no mês de maio, na 11ª Rodada de Licitações promovida pela ANP. O anúncio afetou as ações. Segundo a empresa, a diretoria executiva decidiu diminuir a “exposição a novos riscos exploratórios”. Em fato relevante, a companhia declara que “não é recomendável, no momento atual, assumir risco exploratório de novas áreas, em relação as quais não tenha logrado formar consórcios com outras empresas, através do que seria possível mitigar o risco exploratório”.


Pela desistência, a empresa de Eike Batista deverá arcar com o pagamento de uma multa contratual de R$ 3,4 milhões. A medida é reflexo do novo plano de negócios da OGX, criado após os problemas da empresa no desenvolvimento dos campos Tubarão Tigre, Tubarão Gato e Tubarão Areia.


Magda Chambriard participa nesta quarta-feira de audiência pública conjunta das comissões de Serviço de Infraestrutura (CI) e de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, destinada a debater a primeira rodada de leilões de exploração do petróleo da camada pré-sal sob regime de partilha de produção, modelo criado pelo governo Luiz Inácio Lula da Silva.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Macaé
Foresea participa do WSOP 2026 e reforça que segurança é...
11/08/26
Pessoas
Atvos anuncia novo CEO
11/08/26
Bacia de Sergipe-Alagoas
Siemens Energy expande atuação no offshore brasileiro co...
10/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana começa nesta terça-feira, dia 11, c...
10/08/26
Biometano
Copa Energia amplia debate sobre o futuro do biometano n...
10/08/26
PD&I
Softwares da Unicamp para segurança industrial são testa...
10/08/26
PPSA
8º Leilão Spot: PPSA comercializa cargas de Búzios e de ...
10/08/26
Etanol
Etanol encerra a semana estável, com leve alta no hidratado
10/08/26
Fenasucro
Vallourec leva inovação para aumentar a eficiência das u...
07/08/26
Gás Natural
Gas release: ANP aprova relatório e abertura de consulta...
07/08/26
ANP
Fórum da ANP na Rio Innovation Week teve mais de 20 pain...
07/08/26
Remuneração aos Acionistas
Pagamento de remuneração aos acionistas de R$ 17,4 bilhõ...
07/08/26
Biometano
ANP aprova resolução sobre especificação e controle da q...
07/08/26
Resultado
Petrobras lucra R$ 52,4 bilhões no segundo trimestre de 2026
07/08/26
Margem Equatorial
Firjan SENAI leva para o Amapá o programa Rede de Oportu...
07/08/26
Mobilidade Urbana
Scania e Caio lançam novo ônibus a gás/biometano Padron ...
07/08/26
Etanol
Venda de etanol em junho supera os 3 bilhões de litros
06/08/26
Bacia de Santos
Oil States assina contrato para fabricação dos Jumpers R...
06/08/26
ROG.e
MODEC é patrocinadora da ROG.e 2026
06/08/26
ANP
Seminário da ANP apresenta resultados da atividade de ex...
06/08/26
Fenasucro
Fenasucro & Agrocana: cinco motivos para não perder o pr...
06/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.