Parceria

Fapesp e BG Brasil assinam acordo para estudos sobre energia limpa

O acordo de cooperação prevê investimentos de até US$ 20 milhões em pesquisas sobre produção e consumo de energia limpa. Os resultados esperados poderão ajudar o Brasil a utilizar de forma sustentável seu potencial de produç&a

Agência Fapesp
26/09/2013 11:23
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A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paul (Fapesp) e a BG Brasil (membro do BG Group, sediado no Reino Unido) assinaram na quarta-feira (25), em Londres, um acordo de cooperação que prevê investimentos de até US$ 20 milhões em pesquisas sobre produção e consumo de energia limpa. Os resultados esperados poderão ajudar o Brasil a utilizar de forma sustentável seu potencial de produção de óleo e gás natural.

O documento foi assinado na Embaixada Brasileira em Londres por Celso Lafer, presidente da Fapesp, e John Grant, vice-presidente-executivo do BG Group. A cerimônia ocorreu durante o evento de inauguração da Brazilian Nature: Mystery and Destiny, no primeiro dia de atividades da Fapesp Week London, simpósio realizado pela fundação entre 25 e 27 de setembro, com apoio do British Council e da Royal Society.

O objetivo do acordo é a criação de um Centro de Pesquisa para Inovação em Gás, no estado de São Paulo, por meio da seleção de propostas voltadas para os seguintes temas: consumo de energia limpa para a redução da emissão de gases de efeito estufa; desenvolvimento de gás natural como combustível para transporte marítimo; melhoria das técnicas de engenharia para a produção de gás natural; e a conversão de gás em matérias-primas para a indústria química, incluindo hidrogênio. Cada um dos parceiros investirá US$ 10 milhões ao longo de um período de cinco anos.

Para Celso Lafer, “os projetos de pesquisa apoiados no âmbito do acordo irão contribuir para a criação de competências e novos conhecimentos em área estratégica, além de gerar resultados com grande potencial de aplicação no setor energético”.

De acordo com ele, a colaboração é importante por tratar de temas de interesse da empresa e de uma instituição de financiamento à pesquisa e porque lida com uma grande preocupação da Fapesp, que é contribuir para estimular a inovação tecnológica e aumentar a competitividade da indústria no Brasil. "À medida que o Brasil emerge como um produtor global de energia, o centro ajudará a fortalecer a reputação do país em relação a práticas responsáveis de consumo de energia", acrescentou Lafer.

John Grant destacou que a BG tem o compromisso de não ser uma empresa britânica no Brasil e sim uma empresa brasileira. “Pesquisa e desenvolvimento é uma parte extremamente importante do trabalho que buscamos desenvolver no Brasil. Já somos muito ativos nessa área e estou muito contente de termos a sorte de contar com a parceria de uma organização com a reputação e o sucesso da Fapesp”.

“A parceria com a BG Brasil passa a integrar o forte portfólio de apoio à investigação conjunta universidade-empresa da Fapesp. A ação de longo prazo do Centro de Pesquisa para Inovação em Gás, a ser constituído por meio de chamada pública, permite estabelecer objetivos ousados na criação de novos conhecimentos e suas aplicações, bem como a formação de cientistas e engenheiros”, destacou o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz.

A seleção de projetos será feita por meio de chamadas de propostas de pesquisa, preparadas pelo Comitê Gestor da Cooperação, composto por quatro representantes, sendo dois nomeados pela Fapesp e dois pela empresa. Os projetos de pesquisa terão a participação de pesquisadores de instituições de ensino superior e pesquisa no estado de São Paulo, pesquisadores de outros países e cientistas e engenheiros da BG Brasil.

Os temas de interesse das chamadas estarão agrupados em três núcleos. O primeiro trata da geração e arrefecimento de gás natural e combustível de hidrogênio para transporte e desenvolvimentos associados. Outro núcleo, em físico-química, envolve a combustão avançada e mais limpa de gás natural; desenvolvimento de células a combustível; e conversão de gás em produtos químicos. No terceiro, os temas são políticas para desenvolvimento de gás em sistemas de energia e desenvolvimento de uma cadeia de fornecimento de gás em áreas remotas.
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