Pernambuco

Interior do Estado entra na rota da energia eólica

Jornal do Commercio - PE
16/07/2009 04:55
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De dezembro deste ano a janeiro de 2010, as cidades de Gravatá, Pombos e Macaparana – localizadas no Agreste e na Zona da Mata de Pernambuco – entram no universo da energia eólica com o início da geração do primeiro polo de energia eólica de Pernambuco. Implantado pela pernambucana Eólica Tecnologia e o grupo espanhol Gestamp, o polo tem capacidade instalada de 25 MW (Megawatts), terá 15 turbinas e irá reforçar o sistema Eletrobrás com 65.000 MWh (Magawatts/hora) por ano, o sufiente para atender a uma população de 150 mil habitantes.

 

O investimento de R$ 150 milhões poderá receber até 80% de financiamento do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) pelo FNE-Verde. “Já investimos R$ 80 milhões, sendo 70% em equipamentos e na infraestrutura dos parques devido à prioridade para a instalação do projeto”, afirmou o presidente da Eólica Tecnologia, Everaldo Feitosa, também vice-presidente da Associação Mundial de Energia Eólica (WWEA), com sede em Bonn, na Alemanha.

 

A sociedade com a Gestamp, que mantém projetos eólicos em 15 países, foi firmada há um ano e meio viabilizando a execução do projeto incluído, em 2002, no Programa de Incentivo às Fontes Alternativas de Energia Elétrica (Proinfa), do governo federal.

 

Ontem, com a chegada no Porto de Suape das hélices das turbinas, com 41 metros, fabricadas na Dinamarca, Pernambuco efetivou um casamento entre a pesquisa e os negócios que levou dez anos de desenvolvimento e irá gerar, de início, 200 empregos diretos na montagem dos três parques eólicos e 50 quando estiverem em operação. A expectativa é de um faturamento de R$ 16,2 milhões por ano com o fornecimento de energia à Eletrobrás, considerando o MWh da energia eólica a R$ 250,00.

 

O grupo Gestamp Eólica trouxe ainda para Suape a fábrica de torres eólicas RM Eólica Pernambucana que fornecerá as torres para Pernambuco e outros projetos que o grupo pretende implantar no Brasil. Everaldo Feitosa não diz onde nem quais serão, mas revelou que já enviou a documentação para concorrer ao leilão de energia eólica que o governo federal fará em novembro.

 


BONS VENTOS

 


A qualidade das jazidas dos ventos da região foi decisiva para a implantação dos parques de Pernambuco, os primeiros do Proinfa instalados fora do litoral. “Jazida boa não é só com ventos fortes e sim os mais constantes, com bom comportamento, presentes também no litoral do Rio Grande do Norte”, explicou Feitosa. Segundo ele, a energia eólica é a mais barata depois de hidroelétrica e custa até um terço da térmica, e o Nordeste,de acordo com pesquisa da WWEA, é o melhor lugar do mundo para a complementaridade entre as energias dos ventos e das águas. “Quando há seca no Rio São Francisco os ventos ficam melhores para gerar energia”, afirma.

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