Oportunidade
Nos setores metalmecânico e químico.
Diário do Nordeste
Os condomínios industriais que serão instalados em cidades da Região Metropolitana de Fortaleza (RMF) devem gerar cerca de 2.800 empregos diretos nos setores metalmecânico e químico, segundo representantes de sindicatos ligados a esses segmentos. Os empresários estão hoje em processo de discussão com as prefeituras interessadas em disponibilizar terrenos para a construção dos polos.
Reuniões já foram realizadas com as administrações de Itaitinga e São Gonçalo do Amarante. Hoje, o encontro será com a Prefeitura de Guaiuba e, posteriormente, com Caucaia, Eusébio e Aquiraz. A previsão é que as áreas sejam escolhidas até o fim de dezembro próximo para que, em dois anos, os condomínios estejam em funcionamento.
Ao todo, 37 empresas fazem parte do projeto, sendo 25 ligadas ao setor químico e 12 ao metalmecânico. Juntas, devem ocupar uma área total de 113 hectares. Os investimento para a construção dos equipamentos é estimado em R$ 130 milhões. "Estamos dialogando com os municípios interessados para, a partir daí, sabermos para onde as empresas querer ir", afirma o diretor de inovação do Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico no Ceará (Simec), Sampaio Filho.
Posição estratégica
Segundo ele, é consenso entre os empresários que os condomínios precisam estar localizados em áreas estratégicas que proporcionem infraestrutura completa, sustentabilidade, redução de custos operacionais e concentração de serviços, como hospitais, supermercados, farmácias.
No que diz respeito ao modelo dos polos, Sampaio Filho adianta que será padrão, uma estrutura comum a todas as empresas. Os condomínios terão centro integrado, restaurante, auditório, salas de reuniões, administração, agências bancárias, depósito, áreas de preservação, sede social (lazer e descanso) e portaria para controlar o acesso de caminhões e identificar os visitantes.
Para o presidente do Sindicato das Indústrias Químicas, Farmacêuticas e da Destinação e Refinação do Ceará (Sindquímica), Marcos Soares, as empresas que integram o projeto necessitam urgentemente de novas áreas para crescer, pois "estão estranguladas". Ele lembra que, na área química, em comparação com o setor metalmecânico, é maior a burocracia para a instalação de empresas. Por isso, diz, o trabalho precisa ser realizado de forma ágil.
São Gonçalo vai receber novas 16 indústrias
O município de São Gonçalo do Amarante receberá mais 16 indústrias, segundo o prefeito da cidade, Cláudio Pinho (PSB). Ontem (30), ele participou de encontro com empresários dos setores metalmecânico e químico que buscam instalar condomínios industriais na RMF. A reunião foi na sede da Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec).
A expectativa é que, na primeira quinzena deste mês, uma solenidade seja realizada para a assinatura do protocolo de intenções das empresas. Do total, 12 atuarão na sede do município, uma na localidade de Parada, outra no distrito de Siupé e duas no distrito de Croatá.
São indústrias (locais, nacionais e internacionais) dos setores químico, metalmecânico, ração animal, alimentos, construção civil, dentre outras. As previsão é que elas estejam funcionando em um ano, gerando em torno de 800 empregos diretos, número que deve crescer à medida que as empresas ampliarem sua área de atuação.
Distrito Industrial
De acordo com o prefeito, Croatá sediará o futuro Distrito Industrial de São Gonçalo. É para lá que a Prefeitura deseja atrair empresas que fazem parte dos condomínios. "Temos terra, água e não estamos produzindo. Por isso, queremos que a área seja foco de atração para os investimentos", declara.
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