Opinião

Marina defende aumento de impostos para atividades poluentes

A candidata do PV à presidência, Marina Silva, defendeu nesta segunda-feira (20) a elevação dos impostos para atividades poluentes, como termoelétricas, refinarias e indústrias com grandes emissões de gás carbônico.

Redação/ Agências
20/09/2010 06:26
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A candidata do PV à presidência, Marina Silva, defendeu nesta segunda-feira (20) a elevação dos impostos para atividades poluentes, como termoelétricas, refinarias e indústrias com grandes emissões de gás carbônico.
 
 
Segundo a presidenciável, as chamadas “taxas verdes” seriam utilizadas para compensar os estragos causados por atividades que geram grandes danos ao meio ambiente. “É para gente educar e incentivar para que os investimentos possam migrar para as práticas renováveis”, disse Marina Silva ao telejornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo.
 
 
Apesar de classificar a exploração do pré-sal como uma dessas atividades altamente danosas ao meio ambiente, Marina disse que pretende manter a capitalização da Petrobras e a exploração fóssil do petróleo oriundo os postos recém-descobertos.
 
 
A ideia da candidata é apenas reforçar a segurança nessas plataformas de exploração, a fim de evitar acidentes como aconteceu no Golfo do México (EUA), onde o vazamento de petróleo durou cinco meses e destruiu várias formas de vida animal na região.
 
 
“A proposta é manter a exploração com segurança. Isso é fundamental. Ter inclusive uma atitude transparente em relação aos procedimentos, às tecnologias que serão usadas. E eu proponho que se estabeleça um comitê cientifico de acompanhamento independente, da sociedade civil. Que as instituições depesquisas, de forma independente possam acompanhar e auditar, sempre que acharem necessário, o que está sendo feito”, avaliou a candidata.
 
 
Belo Monte
 
 
Marina Silva também criticou a forma afobada em que os empreendimentos elétricos são feitos no Brasil, alertando para a falta de planejamento estratégico do governo. Ela citou a pressão para concessão de licenças ambientas para construção da hidrelétrica do rio Madeira como exemplo dessa falta de planejamento. “Como alguém pode imaginar que um país como o nosso, que está crescendo a 7%, todo ano ano pode ficar refém apenas de um empreendimento? Na época do rio Madeira, se dizia 'ou faz a usina do rio Madeira, ou o país vive um apagão'. Isso é falta de planejamento”, disse a candidata do PV.
 
 
Sobre a construção da usina de Belo Monte, Marina voltou a lançar dúvidas sobre a concessão das licenças ambientais do empreendimento, que não resolveram os problemas ambientais e sociais da região do Xingu. “Existe 42 condicionantes para Belo Monte. Eu não sei se elas sendo cumpridas o problema será resolvido. Um projeto para ser viável ele tem que ter viabilidade econômica, social e ambiental. No meu governo as três coisas terão que estar caminhando juntas”, justificou presidenciável verde.
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