Gás Natural

Mercado de gás natural precisa de segurança no abastecimento e preços competitivos

CNI
23/09/2014 09:51
Mercado de gás natural precisa de segurança no abastecimento e preços competitivos Imagem: Adri Felden / Divulgação CNI Visualizações: 1250

 

O gás natural é um insumo estratégico para o crescimento da indústria e da economia brasileira. Mas, enquanto outros países apostam no aumento da produção, no Brasil há uma série de obstáculos que desestimulam os investimentos e consumo do combustível. Essa foi uma das conclusões do evento Agenda da Indústria para a Competitividade do Gás Natural, realizado nesta segunda-feira (22), em São Paulo. "É hora de enfrentarmos os obstáculos”, alertou o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Mascarenhas.
Segundo ele, a insegurança em relação ao abastecimento e os elevados preços do gás no país, que chegam a representar mais do que o dobro do cobrado nos Estados Unidos, tiram a competitividade da indústria nacional, especialmente de setores como os de alumínio, celulose e cerâmico.
Embora tenha elevadas reservas, o Brasil importa cerca de metade de todo o gás natural que consome. Só em 2013, o déficit na balança comercial do combustível atingiu o recorde de US$ 6,9 bilhões. Além disso, o preço final para uma pequena ou média indústria pode alcançar US$ 14 por milhão de BTU, mais que o dobro do praticado no mercado norte-americano. A elevada dependência das importações e a falta de preços competitivos compromete os investimentos no Brasil, avaliou Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace). “Precisamos enfrentar esses desafios no curto prazo”, destacou Pedrosa.
Durante o evento, organizado pela CNI e pela Abrace, Edmar Almeida, diretor de pesquisa do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que os Estados Unidos conseguiram reduzir sua dependência de petróleo explorando gás de xisto e, em breve, serão exportadores do combustível. Hoje, a produção norte-americana de gás é 1,6 vezes maior que a de petróleo. “Outros países, como China e Austrália, estão seguindo o mesmo caminho”, lembrou o analista. Enquanto isso, completou Almeida, no Brasil, a produção de gás representa apenas 20% da de petróleo. “Quem explora petróleo no Brasil não está interessado em produzir gás”, concluiu.
COMPROMISSOS – Os representantes do PSB e do PSDB que participaram do evento disseram que os candidatos à Presidência da República dos dois partidos darão atenção aos pleitos da indústria sobre o gás natural. João Bosco de Almeida, representante técnico da área de energia da candidata Marina Silva (PSB), disse que uma política para o gás natural  precisa ter regras claras.
Segundo ele, a matriz energética brasileira precisa ser discutida e legitimada pela sociedade e pelo Congresso. Ele criticou o monopólio no setor e acrescentou que o governo não resolverá sozinho as questões do setor energético.
O professor Afonso Henrique Moreira Santos, que foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica no governo do PSDB, afirmou que é preciso trazer os melhores players internacionais para desenvolver um mercado de gás atraente e competitivo no Brasil. Isso vai melhorar, por exemplo, a oferta de serviços e equipamentos para exploração de gás natural em terra ou em alto mar. "A palavra é modernização. O setor energético está sucateado”, completou. 

O gás natural é um insumo estratégico para o crescimento da indústria e da economia brasileira. Mas, enquanto outros países apostam no aumento da produção, no Brasil há uma série de obstáculos que desestimulam os investimentos e consumo do combustível.

Essa foi uma das conclusões do evento Agenda da Indústria para a Competitividade do Gás Natural, realizado nesta segunda-feira (22), em São Paulo. "É hora de enfrentarmos os obstáculos”, alertou o presidente do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI), José de Freitas Mascarenhas.

Segundo ele, a insegurança em relação ao abastecimento e os elevados preços do gás no país, que chegam a representar mais do que o dobro do cobrado nos Estados Unidos, tiram a competitividade da indústria nacional, especialmente de setores como os de alumínio, celulose e cerâmico.

Embora tenha elevadas reservas, o Brasil importa cerca de metade de todo o gás natural que consome. Só em 2013, o déficit na balança comercial do combustível atingiu o recorde de US$ 6,9 bilhões.

Além disso, o preço final para uma pequena ou média indústria pode alcançar US$ 14 por milhão de BTU, mais que o dobro do praticado no mercado norte-americano. A elevada dependência das importações e a falta de preços competitivos compromete os investimentos no Brasil, avaliou Paulo Pedrosa, presidente da Associação Brasileira dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e Consumidores Livres (Abrace). “Precisamos enfrentar esses desafios no curto prazo”, destacou Pedrosa.

Durante o evento, organizado pela CNI e pela Abrace, Edmar Almeida, diretor de pesquisa do Instituto de Economia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), disse que os Estados Unidos conseguiram reduzir sua dependência de petróleo explorando gás de xisto e, em breve, serão exportadores do combustível. Hoje, a produção norte-americana de gás é 1,6 vezes maior que a de petróleo. “Outros países, como China e Austrália, estão seguindo o mesmo caminho”, lembrou o analista.

Enquanto isso, completou Almeida, no Brasil, a produção de gás representa apenas 20% da de petróleo. “Quem explora petróleo no Brasil não está interessado em produzir gás”, concluiu.

Compromissos

 Os representantes do PSB e do PSDB que participaram do evento disseram que os candidatos à Presidência da República dos dois partidos darão atenção aos pleitos da indústria sobre o gás natural. João Bosco de Almeida, representante técnico da área de energia da candidata Marina Silva (PSB), disse que uma política para o gás natural  precisa ter regras claras.

Segundo ele, a matriz energética brasileira precisa ser discutida e legitimada pela sociedade e pelo Congresso. Ele criticou o monopólio no setor e acrescentou que o governo não resolverá sozinho as questões do setor energético.

O professor Afonso Henrique Moreira Santos, que foi diretor da Agência Nacional de Energia Elétrica no governo do PSDB, afirmou que é preciso trazer os melhores players internacionais para desenvolver um mercado de gás atraente e competitivo no Brasil.

Isso vai melhorar, por exemplo, a oferta de serviços e equipamentos para exploração de gás natural em terra ou em alto mar. "A palavra é modernização. O setor energético está sucateado”, completou. 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
Royalties
ANP publica resolução sobre distribuição a municípios af...
28/08/26
ANP
Gás natural: prorrogado até 14/9 o prazo da consulta púb...
28/08/26
Pessoas
Supergasbras anuncia mudanças na liderança executiva
28/08/26
Margem Equatorial
Margem Equatorial pode mudar receitas de municípios e ab...
27/08/26
Transição Energética
Conferência reúne especialistas da academia, do mercado ...
27/08/26
Pré-Sal
P-80 e P-82, que vão operar em Búzios, são batizadas em ...
27/08/26
Royalties
Valores referentes à produção de junho foram distribuído...
27/08/26
Pré-Sal
Campo de Búzios bate recordes mensal e diário de exporta...
26/08/26
ROG.e
ROG.e 2026 reúne líderes globais para discutir o futuro ...
26/08/26
Gás Natural
Décio Oddone aponta concentração como entrave ao mercado...
26/08/26
Competição
Shell Eco-marathon Brasil: inspeção técnica define carro...
26/08/26
ROG.e
Sindicom promove Arena de Lubrificantes na ROG.e 2026
25/08/26
Pessoas
Felipe Arbelaez é nomeado head of country da bp no Brasil
25/08/26
Parceria tecnológica
Foresea inicia formação exclusiva de PCDs em tecnologia ...
25/08/26
Petrobras
Licitação para nova Unidade de Hidrotratamento (HDT) da ...
24/08/26
Pessoas
ABRATE elege novo Conselho Diretor e lança ABRATE 3.0 pa...
24/08/26
Prêmio ANP de Inovação Tecnológica
ANP publica edital do Prêmio ANP de Inovação Tecnológica...
24/08/26
Postos e Conveniência
Ipiranga e Texaco inauguram primeiro posto Texaco no Rio...
24/08/26
Combustíveis
Vibra se torna a primeira distribuidora a oferecer gasol...
24/08/26
Tecnologia
Corvus Energy amplia suporte técnico ao crescente setor ...
24/08/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em alta e amplia ganhos no mercado...
24/08/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.