Rio Pipeline & Logistics 2025

Ministério de Portos e Aeroportos quer ampliar participação do modal hidroviário na matriz logística brasileira

Em painel na Rio Pipeline & Logistics, nesta terça (9), porta-voz do Ministério diz que hoje são utilizados cerca de 20 mil km para navegação comercial e que há potencial para alcançar 42 mil km.

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
10/09/2025 07:27
Ministério de Portos e Aeroportos quer ampliar participação do modal hidroviário na matriz logística brasileira Imagem: TN Petróleo Visualizações: 2000

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"Hoje, somente 5% das mercadorias transportadas no Brasil são realizadas por hidrovias. Exploramos atualmente cerca de 20 mil km para navegação comercial e temos potencial para alcançar 42 mil km de navegabilidade", afirmou Otto Luiz Burlier, diretor da Secretaria Nacional de Hidrovia e Navegação do Ministério de Portos e Aeroportos, durante a sessão "Desatando Nós: Criando um Ambiente Atraente para Redução dos Gargalos Logísticos", nesta terça-feira (9), na Rio Pipeline & Logistics. Ele destacou que as concessões hidroviárias serão decisivas para oferecer um pacote de serviços, atrair capital privado, reduzir custos e diminuir a dependência de recursos públicos, com leilões previstos já para o primeiro semestre de 2025.

Na mesma mesa, Ana Mandelli, diretora executiva de Downstream do IBP, ressaltou a necessidade de garantir segurança jurídica para viabilizar investimentos em hidrovias, especialmente no Norte, onde a seca dificulta a navegabilidade e pressiona o escoamento da produção do Centro-Oeste.

Elaine Radel, da INFRA S.A., destacou que o planejamento logístico precisa ser tratado como política de Estado, com estudos bem estruturados, participação da sociedade e mitigação de riscos em concessões. Já Lucas Caetano, sócio da Leggio, apontou oportunidades em terminais marítimos e dutoviários no Paraná e no crescimento multimodal do Pará, que combina fluxos ferroviários e hidroviários, como caminhos para ampliar a competitividade da cadeia logística.

Multimodalidade de dutos para desafogar rodovias e ferrovias

A integração de dutos em projetos de multimodalidade no Brasil ainda é um desafio. Durante o painel "Desafios para a Integração Logística: Explorando a Multimodalidade", Marcos Ortolan, gerente de Desenvolvimento de Negócios da Transpetro, destacou que um único duto de 10 polegadas é capaz de transportar por semana o equivalente a um navio MR2, com cerca de 45 mil m³ de derivados de petróleo. "Os dutos são a espinha dorsal invisível da nossa logística de fluidos, capazes de desafogar rodovias e ferrovias."

Vinicius Patel, diretor de Administração Portuária do Porto do Açu, destacou que a falta de conexão dutoviária limita a capacidade de escoamento e atração de novas cargas. Ele lembrou que o Porto do Açu dispõe do maior mineroduto em operação no mundo, com 26 milhões de toneladas de minério transportadas por ano.

O diretor Comercial de Carga Geral da Rumo, Igor Figueiredo, reforçou a necessidade de sinergia entre os modais. "Não se trata de competição, mas de integração. O Brasil precisa de todos os modais trabalhando em conjunto."

Avanços regulatórios no setor de gás

Quatro anos após a sanção da Nova Lei do Gás, a indústria de transporte de gás natural no Brasil atua para destravar os investimentos no setor. No painel "Abertura do mercado e avanços regulatórios para expansão da rede de transporte", os CEOs das principais transportadoras do país — Erick Portela Pettendorfer (NTS), Jorge Hijjar (TBG) e Tomaz Guadagnin (TAG) — ressaltaram os ganhos do processo de abertura e a necessidade de segurança jurídica e arcabouço regulatório robusto.

"Tivemos grandes transformações desde 2021, com o aumento exponencial no número de contratos, impulsionado pela integração entre transportadoras", afirmou Erick Portela Pettendorfer, CEO da NTS. Jorge Hijjar, diretor-presidente da TBG, destacou o biometano como uma nova fronteira, mencionando que a TBG já possui 17 cartas de intenção de produtores interessados em injetar o gás renovável na rede. Tomaz Guadagnin, CEO da TAG, enfatizou a importância do diálogo e do fortalecimento do modelo regulatório. "Vivemos um processo de abertura muito intenso, hoje temos 400 contratos. Mas precisamos aumentar ainda mais a liquidez do mercado".

Gás Natural: combustível da transição energética

Na sessão Gás Natural no Brasil como combustível de transição energética e os desafios do licenciamento, especialistas discutiram investimentos na infraestrutura de transporte de gás e os desafios ambientais. Claudia Souza, gerente-executiva da ATGás, ressaltou a importância do Plano Coordenado de Desenvolvimento do Sistema de Transporte prevê R$50 bilhões em novos dutos, estações de compressão e pontos de entrega.


Breno Pantoja, chefe de Serviço de Estudos e Projetos Estratégicos do INEA, apontou a necessidade de licenciamento ambiental específico, enquanto Leonardo Teixeira, analista ambiental do IBAMA, destacou que a variável ambiental precisa ser incluída em todas as etapas do desenvolvimento do projeto, não apenas no final. "Esse processo elimina gargalos e reforça a agenda climática." Thomaz Toledo, presidente da CETESB, reforçou a contribuição do gás natural para a qualidade do ar e o controle da poluição, destacando desafios para cumprimento de prazos e capacidade dos órgãos ambientais.

Sobre a Rio Pipeline & Logistics - A Rio Pipeline & Logistics é realizada no ExpoRio Cidade Nova de 9 a 11 de setembro e conta com o patrocínio Master da Petrobras, patrocínio Diamond das empresas TAG, TBG e Transpetro, patrocínio Platinum da NTS e da Tenaris, patrocínio Ouro da TechnipFMC, patrocínio Prata da Rosen e patrocínio Bronze da SLB + Enivibes, Solar Turbines, Tory Tech, Energia Latam, Ecopetrol e Parceria Estratégica da Secretaria de Energia e Economia do Mar do Governo do Estado do Rio de Janeiro. Conta com o apoio institucional das seguintes entidades: ABCM, Abegás, AbesPetro, Abimaq, ABICAM, ABRACO, ABTL, AHK, Arpel, ATP, CTDUT, EIC e Energeo. Tem como apoio de mídia as seguintes empresas: Eixos, Offshore, Oil & Gas Journal, Petro & Química, PTJ, TN Petróleo e World Pipelines.

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