Alerta

OGX precisará fortalecer caixa até o fim do ano

O caixa atual da empresa será consumido este ano.

Valor Econômico
08/08/2013 10:16
Visualizações: 336

 

OGX precisará fortalecer caixa até o fim do ano, alerta agência de risco
A Standard & Poor's (S&P) alerta que a OGX, petroleira do grupo EBX, precisa de fonte externa de caixa até fim de 2013 para continuar os investimentos e realizar pagamento de juros da dívida. Segundo a S&P, o caixa atual da empresa será consumido ao longo de 2013, e a OGX precisará de aporte, por venda de ativos ou por execução de opção de capitalização de US$ 1 bilhão pelo controlador Eike Batista, até março.
"Rebaixamos a OGX, de 'B-' para 'CCC-', após anúncio sobre perspectivas de produção e abandono de planos. A perspectiva é negativa. Continuaremos monitorando a liquidez da OGX, porque a geração de caixa ainda é insuficiente [para investimentos e pagamento de dívidas]", diz o diretor de ratings corporativos da S&P para América Latina, Luciano Gremone.
Com relação à Petrobras, a agência sugeriu fortalecimento de geração de caixa para o programa de investimentos, de US$ 50 bilhões por ano, e, ao mesmo tempo, manter indicadores financeiros de grau de investimento. Os analistas veem a atual administração voltada para resultados operacionais, diferente da gestão anterior, de José Sergio Gabrielli. Para a diretora e líder de análise de ratings corporativos da S&P, Milena Zamboni, a gestão de Maria das Graças Foster é mais robusta.
Para ela, a defasagem de preços dos combustíveis no mercado doméstico em relação aos preços internacionais não é necessariamente negativa para a estatal. "No longo prazo, esse efeito é neutro."
Para a Vale, a diretora acredita que o rating da mineradora deve permanecer estável, mesmo se o preço do minério de ferro recuar dos atuais US$ 130 para US$ 100 por tonelada no longo prazo. "Se virmos cenário de preços muito pior do que imaginamos, esperamos que a Vale ajuste o seu programa de investimentos", diz.
As perspectivas para o consumo também são de estabilidade. Diferentemente de outros anos, a inflação acelera, juros sobem, a atividade econômica arrefece, o consumidor está mais endividado e a renda não cresce como antes, avaliou. "As empresas também enfrentam alta de custos e têm menos flexibilidade para repassar esses ajustes", afirma.
Aumentos de custos também pressionaram o setor imobiliário. Empresas do ramo tiveram notas rebaixadas pela S&P devido a reajustes operacionais. As perspectivas para construtoras oscilam entre negativas e estáveis mas, como um todo, avalia a agência, terão performance superior em 2013 e 2014. "O cenário para o setor será melhor, porque ajustes já foram feitos", diz, acrescentando que as vendas do segmento não retomarão o patamar anterior ao de 2012.

A Standard & Poor's (S&P) alerta que a OGX, petroleira do grupo EBX, precisa de fonte externa de caixa até fim de 2013 para continuar os investimentos e realizar pagamento de juros da dívida. Segundo a S&P, o caixa atual da empresa será consumido ao longo de 2013, e a OGX precisará de aporte, por venda de ativos ou por execução de opção de capitalização de US$ 1 bilhão pelo controlador Eike Batista, até março.


"Rebaixamos a OGX, de 'B-' para 'CCC-', após anúncio sobre perspectivas de produção e abandono de planos. A perspectiva é negativa. Continuaremos monitorando a liquidez da OGX, porque a geração de caixa ainda é insuficiente [para investimentos e pagamento de dívidas]", diz o diretor de ratings corporativos da S&P para América Latina, Luciano Gremone.


Com relação à Petrobras, a agência sugeriu fortalecimento de geração de caixa para o programa de investimentos, de US$ 50 bilhões por ano, e, ao mesmo tempo, manter indicadores financeiros de grau de investimento. Os analistas veem a atual administração voltada para resultados operacionais, diferente da gestão anterior, de José Sergio Gabrielli. Para a diretora e líder de análise de ratings corporativos da S&P, Milena Zamboni, a gestão de Maria das Graças Foster é mais robusta.


Para ela, a defasagem de preços dos combustíveis no mercado doméstico em relação aos preços internacionais não é necessariamente negativa para a estatal. "No longo prazo, esse efeito é neutro."


Para a Vale, a diretora acredita que o rating da mineradora deve permanecer estável, mesmo se o preço do minério de ferro recuar dos atuais US$ 130 para US$ 100 por tonelada no longo prazo. "Se virmos cenário de preços muito pior do que imaginamos, esperamos que a Vale ajuste o seu programa de investimentos", diz.


As perspectivas para o consumo também são de estabilidade. Diferentemente de outros anos, a inflação acelera, juros sobem, a atividade econômica arrefece, o consumidor está mais endividado e a renda não cresce como antes, avaliou. "As empresas também enfrentam alta de custos e têm menos flexibilidade para repassar esses ajustes", afirma.


Aumentos de custos também pressionaram o setor imobiliário. Empresas do ramo tiveram notas rebaixadas pela S&P devido a reajustes operacionais. As perspectivas para construtoras oscilam entre negativas e estáveis mas, como um todo, avalia a agência, terão performance superior em 2013 e 2014. "O cenário para o setor será melhor, porque ajustes já foram feitos", diz, acrescentando que as vendas do segmento não retomarão o patamar anterior ao de 2012.

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