Rio Pipeline & Logistics 2025

Panorama dos investimentos em infraestrutura de dutos e logística aponta oportunidades estratégicas para o setor de O&G no Brasil

Redação TN Petróleo/Assessoria IBP
10/09/2025 08:30
Panorama dos investimentos em infraestrutura de dutos e logística aponta oportunidades estratégicas para o setor de O&G no Brasil Imagem: Divulgação IBP Visualizações: 2555

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A infraestrutura de dutos e logística é peça-chave para a competitividade da indústria de petróleo e gás no Brasil. Esse foi o ponto central do painel “Panorama dos Investimentos em Infraestrutura de Dutos e Logística no Setor de O&G no Brasil”, conduzido pela equipe de Análises Técnicas do IBP durante a Rio Pipeline & Logistics 2025. A sessão reuniu Isabela Costa, gerente de Análises Técnicas do IBP, Aldren Vernersbach, economista especialista do IBP, e Leonardo Lima, economista do IBP, que apresentaram um diagnóstico detalhado sobre o cenário atual, os desafios e as perspectivas de investimentos.

Segundo Isabella Costa, o papel do IBP é oferecer dados estratégicos que apoiem a tomada de decisão. “A área de Análises Técnicas tem buscado consolidar informações em produtos como o Monitor IBP, snapshots, e-books e análises de conjuntura, que dão clareza ao setor e permitem acompanhar tendências de forma rápida e confiável”, destacou a gerente.

Na sequência, Aldren Vernersbach ressaltou a importância de modernizar a infraestrutura existente. “Expandir e modernizar dutos e logística é condição para garantir abastecimento seguro e competitivo. Para viabilizar esses investimentos, o país precisa avançar em segurança jurídica, estabilidade regulatória e planos nacionais de longo prazo”, afirmou. O especialista mostrou que o Brasil conta hoje com mais de 20 mil quilômetros de dutos, mas que a demanda crescente de derivados até 2034 exigirá maior integração entre modais e melhor aproveitamento da capacidade instalada.

Já Leonardo Lima destacou o papel dos dispositivos financeiros como debêntures incentivadas e de infraestrutura. “Nesse contexto, as debêntures de infraestrutura têm potencial de reduzir custos para as empresas e atrair capital estrangeiro, ampliando as condições para novos projetos”, explicou.

O painel reforçou que os investimentos em dutos e logística não só aumentam a eficiência do transporte e reduzem emissões, como também fortalecem a segurança energética do país e contribuem para uma transição energética justa. Entre os temas analisados, estiveram a capacidade de tancagem de petróleo e derivados, os projetos de expansão da malha dutoviária e a diversidade de instrumentos financeiros disponíveis para apoiar o setor.

Fechando o painel, Aldren Vernersbach destacou que a infraestrutura logística do setor é essencial não apenas para a redução das emissões e para o avanço da transição energética, mas também para viabilizar o transporte de biocombustíveis.

Estudo reforça papel estratégico da infraestrutura

O estudo elaborado pela área de Análises Técnicas do IBP destaca que a infraestrutura logística é essencial para sustentar a produção e distribuição de mercadorias, reduzir custos de transporte e ampliar a competitividade da economia. No caso do setor de óleo e gás, a malha de dutos, os terminais portuários e a capacidade de tancagem são fundamentais para garantir segurança energética e eficiência no abastecimento.

A análise mostra que petróleo e gás respondem por 43,6% do consumo final de energia no Brasil, o que torna ainda mais urgente a expansão e modernização da infraestrutura. Entre os pilares para viabilizar novos investimentos, o estudo aponta a segurança jurídica e estabilidade regulatória, planos nacionais de longo prazo, regulações que incentivem a competitividade e dispositivos financeiros adequados.

Na conclusão, o documento ressalta que o fortalecimento da infraestrutura de dutos vai além da ampliação física da malha existente. Requer um ambiente institucional estável, articulação entre instrumentos públicos e privados de financiamento dIe integração com a agenda da transição energética. Mais do que atender à demanda presente, trata-se de garantir segurança energética e competitividade para as próximas décadas.

O estudo completo apresentado pela equipe está disponível neste link.

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