Santos Offshore 2012

Petrobras reavalia logística para Bacia de Santos

Até 2020, produção total da empresa pulará de 10% para 50%.

Redação TN
17/10/2012 17:51
Petrobras reavalia logística para Bacia de Santos Imagem: Mapa da Bacia de Santos Visualizações: 2358

 

Com objetivo de acompanhar o crescimento da produção, que pulará dos atuais 10% da produção total da empresa para 50% em 2020, a Petrobras está reavaliando sua logística para a Bacia de Santos, informou nesta quarta-feira (17) o Gerente Geral da UO-BS (Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Santos) da Petrobras, José Luis Marcusso, durante a Santos Offshore 2012.
"A Petrobras está reavaliando o plano de investimentos enquanto contratou a área de armazenamento no Rio. Estamos operando a partir do Porto do Rio, que tem condição de nos atender nos próximos cinco anos, entretanto, em breve vamos anunciar os planos logísticos para a baixada santista", afirmou. Atualmente a estatal utiliza o Porto do Rio de Janeiro e de Itajaí (SC), além de uma recém inaugurada unidade de armazenamento, também no Rio, e os aeroportos de Itanhaém (SP), Jacarepaguá (RJ), Navegantes (SC) e Cabo Frio (RJ).
O gerente da Petrobras informou ainda que hoje a produção diária de óleo na Bacia de Santos, entre Petrobras e parceiros, é de 135 mil bpd. "Encerramos agora um sistema de produção antecipada em Iracema Sul, com isso agora obviamente esta um pouco menor - cerca de 10.000 barris a menos - e o gás natural, estamos entregando no dia de hoje 12 milhões m³/dia na costa, sendo 10,5 milhões em Caraguatatuba e 1,5 milhões na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), a partir dos campos de Merluza e Lagosta", complementou Marcusso.
A estimativa da Petrobras é que em 2014, o Brasil deve produzir 4,2 milhões bpd e só o pré-sal da Bacia de Santos responderia por quase 50% disso em 2020.
Andamento dos sistemas de produção
Segundo o executivo, o sistema definitivo do campo de Iracema Sul - FPSO Cidade de Mangaratiba -, que teve o Teste de Longa Duração (TLD) encerrado a pouco tempo, entra em operação em 2014, junto com Sapinhoá Norte, com o FPSO Cidade de Ilhabela. "Com o período de testes coletamos mais informações para calibrar melhor o desenvolvimento do sistema definitivo", explica. 
De acordo com ele em 2013 entram em operação, o Piloto de Sapinhoá, com o FPSO Cidade de São Paulo; e o Piloto de Lula Nordeste, através do FPSO Cidade de Paraty. 
Na Bacia de Santos, a Petrobras possui hoje sete sistemas de produção, mas esse número crescerá bastante até 2020, quando 25 novos sistemas de produção serão instalados. 
UTGCA
Sobre as obras de ampliação e adequação da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, iniciadas este ano, Marcusso informou que estão em pleno andamento: "A quarta turbo máquina da unidade chega em março de 2013, vamos concluir a primeira fase em julho de 2013 e a segunda, no primeiro trimestre de 2014. Entretanto ainda tem algumas obras até 2015, realizadas fora da unidade, que são a construção dos dutos até a Refinaria Henrique Lages (Revap), de São José dos Campos para levar Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e C5+ (combustível natural utilizado pela indústria petroquímica), que hoje transportamos por carretas; e outras obras dentro da Revap".
Com a ampliação, a UTGCA passará de três a cinco esferas de GLP; dois a três tanques de C5+; três ao invés de uma unidade de processamento de gás condensado; e três no lugar de duas unidades de ajustes de orvalho.
"Na realidade as obras não só aumentarão a capacidade de processamento de 18 para 20 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, mas permitirá receber 10 milhões m³/ dia de gás do pré-sal. Temos uma limitação hoje por conta da riqueza do gás do pré-sal de 6 a 7 milhões, por exemplo", detalha o gerente da Petrobras.

Com objetivo de acompanhar o crescimento da produção, que pulará dos atuais 10% da produção total da empresa para 50% em 2020, a Petrobras está reavaliando sua logística para a Bacia de Santos, informou nesta quarta-feira (17) o Gerente Geral da UO-BS (Unidade de Negócios de Exploração e Produção da Bacia de Santos) da Petrobras, José Luis Marcusso, durante a Santos Offshore 2012.


"A Petrobras está reavaliando o plano de investimentos enquanto contratou a área de armazenamento no Rio. Estamos operando a partir do Porto do Rio, que tem condição de nos atender nos próximos cinco anos, entretanto, em breve vamos anunciar os planos logísticos para a baixada santista", afirmou. Atualmente a estatal utiliza o Porto do Rio de Janeiro e de Itajaí (SC), além de uma recém inaugurada unidade de armazenamento, também no Rio, e os aeroportos de Itanhaém (SP), Jacarepaguá (RJ), Navegantes (SC) e Cabo Frio (RJ).


O gerente da Petrobras informou ainda que hoje a produção diária de óleo na Bacia de Santos, entre Petrobras e parceiros, é de 135 mil bpd. "Encerramos agora um sistema de produção antecipada em Iracema Sul, com isso agora obviamente esta um pouco menor - cerca de 10.000 barris a menos - e o gás natural, estamos entregando no dia de hoje 12 milhões m³/dia na costa, sendo 10,5 milhões em Caraguatatuba e 1,5 milhões na Refinaria Presidente Bernardes (RPBC), a partir dos campos de Merluza e Lagosta", complementou Marcusso.


A estimativa da Petrobras é que em 2014, o Brasil deve produzir 4,2 milhões bpd e só o pré-sal da Bacia de Santos responderia por quase 50% disso em 2020.

 


Andamento dos sistemas de produção


Segundo o executivo, o sistema definitivo do campo de Iracema Sul - FPSO Cidade de Mangaratiba -, que teve o Teste de Longa Duração (TLD) encerrado a pouco tempo, entra em operação em 2014, junto com Sapinhoá Norte, com o FPSO Cidade de Ilhabela. "Com o período de testes coletamos mais informações para calibrar melhor o desenvolvimento do sistema definitivo", explica.


De acordo com ele em 2013 entram em operação, o Piloto de Sapinhoá, com o FPSO Cidade de São Paulo; e o Piloto de Lula Nordeste, através do FPSO Cidade de Paraty.


Na Bacia de Santos, a Petrobras possui hoje sete sistemas de produção, mas esse número crescerá bastante até 2020, quando 25 novos sistemas de produção serão instalados.



UTGCA


Sobre as obras de ampliação e adequação da Unidade de Tratamento de Gás Monteiro Lobato (UTGCA), em Caraguatatuba, iniciadas este ano, Marcusso informou que estão em pleno andamento: "A quarta turbo máquina da unidade chega em março de 2013, vamos concluir a primeira fase em julho de 2013 e a segunda, no primeiro trimestre de 2014. Entretanto ainda tem algumas obras até 2015, realizadas fora da unidade, que são a construção dos dutos até a Refinaria Henrique Lages (Revap), de São José dos Campos para levar Gás Liquefeito de Petróleo (GLP) e C5+ (combustível natural utilizado pela indústria petroquímica), que hoje transportamos por carretas; e outras obras dentro da Revap".


Com a ampliação, a UTGCA passará de três a cinco esferas de GLP; dois a três tanques de C5+; três ao invés de uma unidade de processamento de gás condensado; e três no lugar de duas unidades de ajustes de orvalho.


"Na realidade as obras não só aumentarão a capacidade de processamento de 18 para 20 milhões de metros cúbicos diários de gás natural, mas permitirá receber 10 milhões m³/ dia de gás do pré-sal. Temos uma limitação hoje por conta da riqueza do gás do pré-sal de 6 a 7 milhões, por exemplo", detalha o gerente da Petrobras.

 

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