Estudo

PIB ganharia R$ 20 bi/ano com maior mistura de biodiesel

Estudo foi desenvolvido por professores da Unicamp.

Valor Econômico
02/10/2012 15:06
Visualizações: 1712

 

Caso o Brasil aumente dos atuais 5% para 10% a quantidade obrigatória de biodiesel na composição do diesel comercializado no país o impacto positivo para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seria de R$ 20,7 bilhões ao ano, de acordo com estudo realizado pelos professores Joaquim Guilhoto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Marcelo Pereira da Cunha, da Universidade de São Paulo (USP).
O trabalho foi apresentado na segunda-feira (1º) durante a Conferência Internacional Biodiesel BR 2012. Para chegar ao cálculo, os professores levaram em conta quatro mudanças na economia provocadas pela troca do diesel mineral pelo biodiesel: a retração na demanda devido à inflação, já que o biodiesel é mais caro do que o diesel mineral; a diminuição da importação do diesel; o aumento da produção do farelo de soja; e a redução da produção de óleo de soja.
No ano passado, com a adição de 5% de biodiesel, o chamado B5, houve geração extra de R$ 7,2 bilhões ao PIB. Apesar de ainda não estar fechado pelo governo, o novo marco regulatório para o setor, que está em fase final de estudo, pode aumentar a composição gradativamente para até 10%. Caso a composição chegue a 20%, o impacto positivo no PIB deve ser de R$ 49 bilhões, segundo Marcelo Pereira da Cunha.
“O resultado pode ser potencializado, já que dá para ter efeito menor da inflação com o aumento da produção, que gera ganho de escala e diminuição de preço. Do outro lado, se o preço do diesel mineral aumentar ou for elevado a preços praticados no mercado internacional, também há mitigação dos efeitos de contração da atividade pela utilização do biodiesel”, afirmou.
O estudo também constatou que em 2011 a utilização do biodiesel evitou que as importações do combustível aumentassem 27%. “A substituição gera redução de 50% das emissões de poluentes na comparação entre as duas cadeias de produção”, disse ainda Cunha.
Novo marco regulatório
O novo marco regulatório do biodiesel terá algum tipo de definição até o fim do ano, segundo o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). Ele prevê que o projeto de lei com as novas regras para o setor, como o aumento da mistura do biodiesel no diesel fóssil, deverá ser enviado ao Congresso para votação após o primeiro turno das eleições.
“Este ano está complicado, temos pouco tempo para definir o tema; por isso temos que agir rápido”, afirmou.
O deputado também conta com outra solução para a questão, mais ágil segundo ele. “Talvez possamos emendar o novo marco regulatório por meio de medida provisória ainda neste ano. Isso torna obrigatória a posição do governo, que ficou um pouco confusa depois da descoberta do pré-sal”.
O setor deverá saber as novas regras ainda antes do próximo leilão do governo de compras de biodiesel, previsto para fevereiro do ano que vem, de acordo com Goergen.

Caso o Brasil aumente dos atuais 5% para 10% a quantidade obrigatória de biodiesel na composição do diesel comercializado no país o impacto positivo para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro seria de R$ 20,7 bilhões ao ano, de acordo com estudo realizado pelos professores Joaquim Guilhoto, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Marcelo Pereira da Cunha, da Universidade de São Paulo (USP).


O trabalho foi apresentado na segunda-feira (1º) durante a Conferência Internacional Biodiesel BR 2012. Para chegar ao cálculo, os professores levaram em conta quatro mudanças na economia provocadas pela troca do diesel mineral pelo biodiesel: a retração na demanda devido à inflação, já que o biodiesel é mais caro do que o diesel mineral; a diminuição da importação do diesel; o aumento da produção do farelo de soja; e a redução da produção de óleo de soja.


No ano passado, com a adição de 5% de biodiesel, o chamado B5, houve geração extra de R$ 7,2 bilhões ao PIB. Apesar de ainda não estar fechado pelo governo, o novo marco regulatório para o setor, que está em fase final de estudo, pode aumentar a composição gradativamente para até 10%. Caso a composição chegue a 20%, o impacto positivo no PIB deve ser de R$ 49 bilhões, segundo Marcelo Pereira da Cunha.


“O resultado pode ser potencializado, já que dá para ter efeito menor da inflação com o aumento da produção, que gera ganho de escala e diminuição de preço. Do outro lado, se o preço do diesel mineral aumentar ou for elevado a preços praticados no mercado internacional, também há mitigação dos efeitos de contração da atividade pela utilização do biodiesel”, afirmou.


O estudo também constatou que em 2011 a utilização do biodiesel evitou que as importações do combustível aumentassem 27%. “A substituição gera redução de 50% das emissões de poluentes na comparação entre as duas cadeias de produção”, disse ainda Cunha.



Novo marco regulatório


O novo marco regulatório do biodiesel terá algum tipo de definição até o fim do ano, segundo o deputado federal Jerônimo Goergen (PP-RS). Ele prevê que o projeto de lei com as novas regras para o setor, como o aumento da mistura do biodiesel no diesel fóssil, deverá ser enviado ao Congresso para votação após o primeiro turno das eleições.


“Este ano está complicado, temos pouco tempo para definir o tema; por isso temos que agir rápido”, afirmou.


O deputado também conta com outra solução para a questão, mais ágil segundo ele. “Talvez possamos emendar o novo marco regulatório por meio de medida provisória ainda neste ano. Isso torna obrigatória a posição do governo, que ficou um pouco confusa depois da descoberta do pré-sal”.


O setor deverá saber as novas regras ainda antes do próximo leilão do governo de compras de biodiesel, previsto para fevereiro do ano que vem, de acordo com Goergen.

 

Mais Lidas De Hoje
veja Também
ANP
Jornada Empreendedora PRH-ANP 2026: anunciadas as seis e...
02/09/26
Mercado Livre
Comerc Energia celebra 25 anos com solidez financeira, e...
02/09/26
PPSA
TotalEnergies e Petrobras vencem lotes do 8º Leilão Spot...
02/09/26
ANP
Produção de petróleo e gás em julho de 2026 foram de 5,8...
01/09/26
Etanol de milho
Levedura desenvolvida na Unicamp pode tornar a produção ...
01/09/26
Biometano
CGOB: ANP publica Informes Técnicos que permitem início ...
01/09/26
Financiamento
BNDES aprova financiamento de R$ 10,6 milhões para AutoM...
01/09/26
Firjan
Economia desacelera, com crescimento concentrada em comm...
01/09/26
Energia Elétrica
CCEE lança campanha nacional para apresentar o mercado l...
01/09/26
Premiação
Inscrições para Prêmio ANP de Inovação Tecnológica 2026 ...
31/08/26
Gás Natural
ABRACE questiona aumentos de até 52% na margem de distri...
31/08/26
Combustíveis
Etanol fecha a semana em alta e amplia ganhos no mercado...
31/08/26
Royalties
ANP publica resolução sobre distribuição a municípios af...
28/08/26
ANP
Gás natural: prorrogado até 14/9 o prazo da consulta púb...
28/08/26
ROG.e 2026
ROG.e 2026 reúne líderes globais para discutir o futuro ...
28/08/26
Pessoas
Supergasbras anuncia mudanças na liderança executiva
28/08/26
Margem Equatorial
Margem Equatorial pode mudar receitas de municípios e ab...
27/08/26
Transição Energética
Conferência reúne especialistas da academia, do mercado ...
27/08/26
Pré-Sal
P-80 e P-82, que vão operar em Búzios, são batizadas em ...
27/08/26
Royalties
Valores referentes à produção de junho foram distribuído...
27/08/26
Pré-Sal
Campo de Búzios bate recordes mensal e diário de exporta...
26/08/26
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25