Santos Offshore 2012

São Paulo se prepara para ampliar participação em óleo e gás

Investimentos estimados somam US$78 milhões.

Redação TN
18/10/2012 19:14
São Paulo se prepara para ampliar participação em óleo e gás Imagem: Santos Offshore 2012 Visualizações: 833

 

Com os investimentos previstos para São Paulo e a região da Bacia de Santos, o Estado pretende aumentar sua participação em petróleo e gás com o início da exploração e produção na região, afirmou Ubirajara Sampaio de Campos, subsecretário de petróleo e gás da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (18) durante painel na Santos Offshore 2012, que termina amanhã.
Os investimentos previstos em petróleo e gás no Estado de São Paulo até 2025 estão estimados em US$78 milhões, com foco em exploração e produção (E&P). Além disso, segundo o último plano de negócios da Petrobras, a estatal vai investir US$9,2 bilhões em E&P na região. Análises indicam que a maior parte dos investimentos no litoral serão direcionados a Baixada Santista e o Litoral Norte.
De acordo com o subsecretário, São Paulo já fornece boa parte dos bens e serviços da indústria de óleo e gás, mas agora passa a ter uma perspectiva de ter uma atividade de E&P que até então estava muito concentrada no Rio de Janeiro.
"Estamos aprendendo, interagindo com a indústria nacional e nos organizando para tentar dar fluidez e fazer com que essas oportunidades se materializem na indústria de São Paulo, para que possamos ampliar nosso setor produtivo e o envolvimento nessa cadeia. Estamos estudando também a experiência de outros países tanto na indústria do petróleo quanto de outras com alto grau de inovação e/ou altos investimentos", comentou.
Ubirajara lembrou que hoje a indústria de petróleo e gás perfaz em torno de 10 a 12% do PIB e se esse ritmo de crescimento permanecer e for viabilizado, em 2020 vamos chegar a algo em torno de 20%. "São Paulo quer participar disso e internalizar as oportunidades que surgem", ressaltou.
Em vista do crescimento das atividades de petróleo e gás no Estado, São Paulo iniciou sua atuação no setor em 2010 com a criação do Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural (PPPGN), em resposta às recomendações feitas pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg).
De acordo com o PPPGN, com a confirmação de investimentos da Petrobras, construção naval, montagens e novos terminais portuários até 2025, o litoral paulista contará com 70.126 postos de trabalho na fase de implantação (petróleo e porto) e 47.115 na fase de operação.
Oportunidades para todo o país
Durante o painel foram apontados também algumas oportunidades geradas pela cadeia de petróleo e gás no Brasil, Luiz Fernando Mendonça, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (ONIP), indicou a criação de novas empresas, como a Sete Brasil; grandes contratantes energizam a cadeia de fornecimento; grandes empresas operadoras aumentam investimento no Brasil; grandes empresas operadoras se juntam para ampliar descobertas no país; inovação e o aumento da mão-de-obra qualificada.
O executivo apresentou o Programa de Desenvolvimento do Fornecedor Multifor, que tem por objetivo multiplicar os fornecedores de bens e serviços para a indústria do petróleo e gás no Brasil. "O programa instala um processo com foco em conteúdo local, alinha e dá sinergia para as ações em curso, mitiga riscos, potencializa resultados, oferece projetos concretos e permite a participação dos demandantes, de forma individual ou cooperativa, através de um modelo flexível de adesão", explicou.
Já Alberto Machado, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), apresentou como perspectivas de desenvolvimento do setor no país, a criação de "clusters", o desenvolvimento de nichos com vantagens comparativas e o uso do poder de compra/ maximização dos benefícios. 
"Além disso, devemos observar os setores sinérgicos, usar o mercado local para o desenvolvimento, usar a demanda para alavancar o crescimento, buscar a diversificação dos mercados e da internacionalização e principalmente, pensar no mundo além do petróleo pois ele pode não acabar mas pode perder a importância econômica", pontuou.
Segundo Machado, o estado de São Paulo sempre foi um grande fornecedor do setor para todo o país, mas nunca viveu a exploração do petróleo. “São Paulo possui uma das áreas mais promissoras de petróleo em todo o Brasil e precisa estar preparado para essa realidade”, destacou.

Com os investimentos previstos para São Paulo e a região da Bacia de Santos, o Estado pretende aumentar sua participação em petróleo e gás com o início da exploração e produção na região, afirmou Ubirajara Sampaio de Campos, subsecretário de petróleo e gás da Secretaria de Energia do Estado de São Paulo, nesta quinta-feira (18) durante painel na Santos Offshore 2012, que termina amanhã.


Os investimentos previstos em petróleo e gás no Estado de São Paulo até 2025 estão estimados em US$78 milhões, com foco em exploração e produção (E&P). Além disso, segundo o último plano de negócios da Petrobras, a estatal vai investir US$9,2 bilhões em E&P na região. Análises indicam que a maior parte dos investimentos no litoral serão direcionados a Baixada Santista e o Litoral Norte.


De acordo com o subsecretário, São Paulo já fornece boa parte dos bens e serviços da indústria de óleo e gás, mas agora passa a ter uma perspectiva de ter uma atividade de E&P que até então estava muito concentrada no Rio de Janeiro.


"Estamos aprendendo, interagindo com a indústria nacional e nos organizando para tentar dar fluidez e fazer com que essas oportunidades se materializem na indústria de São Paulo, para que possamos ampliar nosso setor produtivo e o envolvimento nessa cadeia. Estamos estudando também a experiência de outros países tanto na indústria do petróleo quanto de outras com alto grau de inovação e/ou altos investimentos", comentou.


Ubirajara lembrou que hoje a indústria de petróleo e gás perfaz em torno de 10 a 12% do PIB e se esse ritmo de crescimento permanecer e for viabilizado, em 2020 vamos chegar a algo em torno de 20%. "São Paulo quer participar disso e internalizar as oportunidades que surgem", ressaltou.


Em vista do crescimento das atividades de petróleo e gás no Estado, São Paulo iniciou sua atuação no setor em 2010 com a criação do Programa Paulista de Petróleo e Gás Natural (PPPGN), em resposta às recomendações feitas pela Comissão Especial de Petróleo e Gás Natural do Estado de São Paulo (Cespeg).


De acordo com o PPPGN, com a confirmação de investimentos da Petrobras, construção naval, montagens e novos terminais portuários até 2025, o litoral paulista contará com 70.126 postos de trabalho na fase de implantação (petróleo e porto) e 47.115 na fase de operação.

 


Oportunidades para todo o país


Durante o painel foram apontados também algumas oportunidades geradas pela cadeia de petróleo e gás no Brasil, Luiz Fernando Mendonça, superintendente da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip), indicou a criação de novas empresas, como a Sete Brasil; grandes contratantes energizam a cadeia de fornecimento; grandes empresas operadoras aumentam investimento no Brasil; grandes empresas operadoras se juntam para ampliar descobertas no país; inovação e o aumento da mão-de-obra qualificada.


O executivo apresentou o Programa de Desenvolvimento do Fornecedor Multifor, que tem por objetivo multiplicar os fornecedores de bens e serviços para a indústria do petróleo e gás no Brasil. "O programa instala um processo com foco em conteúdo local, alinha e dá sinergia para as ações em curso, mitiga riscos, potencializa resultados, oferece projetos concretos e permite a participação dos demandantes, de forma individual ou cooperativa, através de um modelo flexível de adesão", explicou.


Já Alberto Machado, diretor executivo da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), apresentou como perspectivas de desenvolvimento do setor no país, a criação de "clusters", o desenvolvimento de nichos com vantagens comparativas e o uso do poder de compra/ maximização dos benefícios.


"Além disso, devemos observar os setores sinérgicos, usar o mercado local para o desenvolvimento, usar a demanda para alavancar o crescimento, buscar a diversificação dos mercados e da internacionalização e principalmente, pensar no mundo além do petróleo pois ele pode não acabar mas pode perder a importância econômica", pontuou.


Segundo Machado, o estado de São Paulo sempre foi um grande fornecedor do setor para todo o país, mas nunca viveu a exploração do petróleo. “São Paulo possui uma das áreas mais promissoras de petróleo em todo o Brasil e precisa estar preparado para essa realidade”, destacou.

 

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