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Usina Pitangueiras em São Paulo escolhe Turbina Siemens para atender exigências do leilão de energia

Redação/Assessoria
19/04/2018 10:33
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A Siemens acaba de assinar um contrato com a Usina Pitangueiras, em Pitangueiras, no interior de São Paulo, para entrega de uma turbina a vapor com capacidade de geração de energia de até 390GWh por ano, o suficiente para abastecer uma cidade como Araraquara, com cerca de 200 mil habitantes. O equipamento será entregue no final de 2018 e é similar em potência ao vendido pela Siemens à Usina Cerradão, em Minas Gerais, que contava com capacidade de geração anual de até 350GWh. O investimento total no projeto - realizado pela usina paulista -, é de aproximadamente de R$ 70 milhões.

Eleita por atender as exigências do leilão de energia, a nova turbina da Siemens se encaixa no plano da usina para esmagamento anual de 3 milhões de toneladas de cana integrado, com o compromisso de exportação de energia assumido no leilão A-6 de 2017, promovido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), no qual a usina Pitangueiras vendeu 3.220GWH.

De acordo com Murilo Sgobbi Teixeira, gerente de Vendas de Turbinas a Vapor para o Setor Sucroenergético, nas últimas décadas, a produção de bioenergia a partir da queima da biomassa da cana tem aumentado o lucro das plantas sucroenergéticas. "Usinas tradicionais como a Pitangueiras, têm se tornado muito eficientes na gestão e comercialização de energia. Em muitos de nossos clientes a venda de excedentes de energia elétrica já responde por 50% de seus lucros líquidos, enquanto, em termos de faturamento, tem representado em média 20%", comenta.

O portfólio da Siemens conta com dois conceitos principais para o caminho do vapor: de contrapressão e de condensação. A queima de biomassa nas caldeiras cria vapor em alta pressão, no entanto, para produzir açúcar e etanol, é preciso reduzir a pressão do vapor em uma turbina de contrapressão. Na maioria das vezes, a usina produz mais bagaço do que precisa queimar para fazer seus produtos. Esse vapor em excesso passa por uma turbina de condensação, que o transforma em água para ser reutilizada na planta.

"A turbina de 40MW vendida para a Usina Cerradão possui uma extração de vapor para a fábrica de levedura, entretanto seu propósito principal é o de produzir energia elétrica. Já a máquina vendida para Pitangueiras é uma turbina de condensação de 44MW, com uma grande extração de vapor para o processo sucroalcooleiro do cliente", explica o especialista.

Com os dois negócios, a Siemens reforça sua presença no mercado sucroenergético. "Queremos evidenciar que o segmento sucroenergético é um dos mais importantes para a Siemens no Brasil, porque é o que mais gera volume produtivo. Negócios como este demonstram que o mercado está disposto a fazer investimentos maiores em equipamentos mais eficientes, com melhor relação custo-benefício", enfatiza.

Em ambos os projetos, a equipe de aplicação e vendas da Siemens buscou vivenciar de perto as necessidades dos clientes, estudando com afinco todos os detalhes e provendo atendimento especializado para melhor enquadramento da turbina ao futuro de longo prazo das plantas. "Consideramos bem-sucedida a assessoria técnica que prestamos ao cliente e seu consultor, isso certamente gerou confiança entre as empresas e nos ajudou a concretizar a venda", acrescenta.

"Em ambas usinas reforçamos que, além de investir pesadamente em P&D para garantir o estado da arte da eficiência, temos outro benefício vinculado ao baixo índice de manutenção requerido por nossas turbinas que, de forma geral, permitem programas de manutenção preditiva com extensão da primeira abertura da máquina após 12 safras operadas, dispensando intervenções anuais e onerosas, tipicamente requeridas por equipamentos com tecnologia inferior" conclui Murilo.

De acordo com João Henrique de Andrade, diretor Industrial da Usina Pitangueiras, a equipe está confiante em ter a Siemens como parceira nesse projeto. "Decidimos pela Siemens por conta da garantia que teremos em maximizar nossas receitas de energia e minimizar nossos custos de manutenção, pois é inegável que os equipamentos trazem uma tecnologia superior".

 

 

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