GNV

Vantagens econômicas, sociais e ambientais no uso do GNV

Redação/Assessoria
10/04/2019 10:17
Vantagens econômicas, sociais e ambientais no uso do GNV Imagem: Divulgação Visualizações: 1882

Com o preço médio da gasolina no Brasil em torno de R$ 4,20, segundo informação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), o Gás Natural Veicular (GNV) se apresenta como uma alternativa, que contribui para a redução de gastos dos consumidores em até 40%.

Segundo o diretor Técnico-Comercial da SCGÁS, Rafael Rodrigo Longo, do ponto de vista ambiental, o GNV também se apresenta como a melhor solução para o transporte sustentável, pois seu uso gera redução direta na emissão de gases de efeito estufa e emissões regulamentadas. “O gás natural é um combustível ambientalmente mais amigável que os seus concorrentes diretos, como diesel, gasolina e etanol, por garantir a emissão de menos da metade de monóxido de carbono, gás carbônico e de quase nenhum particulado. Todos grandes vilões da poluição urbana”, afirma.

Ele explica que o produto também tem um impacto social, ao garantir economia real para os usuários, proporcionando, para pessoas e empresas, a otimização de custos relacionados a deslocamentos. Dados recentes do Departamento Nacional de Trânsito (Denatran) revelam que Santa Catarina tinha, até dezembro de 2018, pelo menos 101.360 veículos fazendo uso do GNV, ranqueando o Estado com a terceira maior frota do País, no uso desse combustível. É um mercado em desenvolvimento, com oficinas, postos de combustíveis e órgãos de inspeção, que atuam de maneira integrada, em busca de soluções para os motoristas.

Institucional

O número de motoristas em busca da conversão para o kit GNV vem crescendo a cada ano: 8.450 novos veículos registrados no Estado, somente no ano passado. “Em 2018, a SCGÁS registrou o melhor resultado nas vendas de gás natural veicular, desde 2012, com um volume médio de mais de 336 mil m³/dia, equivalente ao abastecimento de mais de 22 mil veículos diariamente. Esse número representa um incremento em torno de 23,2%, em relação ao ano anterior”, complementou o diretor.

Santa Catarina tem, ainda, a terceira maior rede de atendimento do Brasil, com cerca de 136 postos, que comercializam o GNV em 47 municípios, movimentando uma cadeia de negócios, que também inclui 64 instaladoras credenciadas, em todas as regiões do Estado.

Para 2019, com a perspectiva atual de estabilização do custo do gás, o GNV se mantém como o combustível mais econômico para os motoristas catarinenses. O último levantamento feito pela ANP, em janeiro deste ano, mostra que o preço médio do GNV em Santa Catarina é de R$ 2,959 por metro cúbico, enquanto o etanol custa aos consumidores, por litro, R$ 3,456, e a gasolina, R$ 4,017. “Em termos práticos, abastecendo R$ 30,00, o motorista rodará 133 km com GNV, enquanto rodaria apenas 81 km com gasolina e 65 km com etanol”, calcula Rafael.

O gerente técnico da Associação Brasileira das Empresas Distribuidoras de Gás Canalizado (Abegás), Gustavo Galiazzi, reconhece as circunstâncias favoráveis para ampliação do uso do gás natural no Brasil. “O País precisa aproveitar a riqueza disponível no pré-sal, criando condições para ampliar a oferta, aumentar a competitividade e incentivar a demanda, fortalecendo e ampliando as infraestruturas essenciais e de transporte, e promovendo a disponibilidade de gás natural em todo o território”, ressaltou.

No que se refere à redução de emissão de poluentes, atualmente as novas tecnologias utilizadas nos ônibus movidos à gás natural são mais eficientes, com eletrônica embarcada e controles de última geração, que garantem o atendimento às normas de emissões mais rigorosas do mundo. “Algumas das principais montadoras, como a MAN/Volkswagen, Scania e Iveco produzem veículos pesados que mantêm o desempenho e performance comparável ou superior aos similares movidos à diesel, com a vantagem da drástica redução de emissões”, afirma o executivo, acrescentando que, nos carros de passeio, “os kits de conversão de 5ª e 6ª geração dotados de sistemas de injeção e controle eletrônico da combustão, garantem excelente performance, no que tange à economia e às emissões”.

Para incentivar a adesão ao GNV, a partir do viés ambiental, em muitos países, o uso do gás natural veicular é adotado no transporte urbano, de carga e de coleta de lixo, contribuindo para melhorar as condições ambientais. Cidades americanas, europeias, asiáticas e latino-americanas adotaram o GNV como solução mais viável e imediata para a redução drástica dos índices de poluição ambiental. Algumas já dispõem de toda a frota pública engajada com este energético, criando ainda corredores logísticos especiais para a frota de ônibus urbanos e outros serviços para veículos pesados.

“Temos uma excelente oportunidade, com a possibilidade de melhoria imediata da qualidade do ar nas metrópoles brasileiras. A necessidade de legislações e políticas de incentivo ao uso de GNV em veículos pesados, está alinhada ao aumento da produção de gás natural no País, considerando-se a produção do pré-sal”, destaca Gustavo Galiazzi.

No entendimento do executivo da Abegás, “investir em uma matriz que tenha mais veículos a GNV é investir em Saúde Pública”. Para tanto, ele se baseia em dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que apontam a emissão de poluentes, por veículos a diesel, como um dos principais responsáveis pelo adoecimento da população, principalmente crianças e idosos. “Com o gás natural ocupando mais espaço na matriz dos transportes, tanto em veículos leves como veículos pesados, a exemplo de transporte de carga e de passageiros, o País economizaria, em média, cerca de US$ 7,3 bilhões/ano, que atualmente são gastos com a importação de gasolina e diesel”, assinala.

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