Pré-Sal

BG planeja investir US$30 bi até 2025 no Brasil

Agência Reuters
25/05/2012 11:10
Visualizações: 834
A BG Group mudou sua estratégia no país e agora pretende focar na exploração e produção de petróleo e gás no pré-sal do Brasil, onde a companhia vai investir pelo menos US$ 30 bilhões até 2025. Esses investimentos colocarão o país entre as maiores fontes de receita do grupo britânico, senão a maior, disse à 'Reuters' o vice-presidente de assuntos corporativos da BG Brasil, Henrique Rzezinski.

"Não temos um número fechado, mas é seguramente maior que isso (US$ 30 bilhões)", afirmou o executivo.

O desenvolvimento de campos no pré-sal de Santos, fronteira exploratória que inclui as maiores descobertas mundiais de petróleo da última década, levará a companhia a uma produção de 600 mil barris de óleo equivalente por dia (boe) por volta de 2020, segundo o executivo. O volume corresponde a cerca de um quarto da produção nacional de petróleo atualmente.

"A BG é uma empresa de gás originalmente, mas se tornou uma empresa de óleo para o pré-sal", disse Rzezinski.

Sócia da Petrobras em descobertas que já resultaram em 11 campos e prospectos - entre os quais Lula, Carioca e Guará -, a BG está levantando recursos para fazer frente à necessidade de pesados investimentos na nova fronteira.

Uma quantia de US$ 5 bilhões deve ser investida em dois anos pela BG, no início da produção do pré-sal, segundo Rzezinski. O valor corresponde a todo investimento já feito pela BG no Brasil desde 1999, quando entrou no país ao comprar a Comgás em leilão de privatização.

A empresa britânica vendeu no início de maio o seu principal ativo no país, a Comgás, líder nacional em distribuição de gás natural. A venda foi feita para a Cosan por US$ 1,8 bilhão.

Outros US$ 1,8 bilhão em empréstimos estão sendo negociados junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Os trâmites para o desembolso avançaram e o pedido está em fase de análise, segundo uma fonte que pediu para não ser identificada. O desembolso financiará a construção de oito unidades de produção em campo do pré-sal.

Esse volume de investimentos deverá aumentar o peso do Brasil no portfólio global da BG. Hoje o país responde por apenas 1% da produção mundial da empresa, mas com a extração do pré-sal passará a representar de 30 a 35% de toda a produção até 2020, segundo o executivo.

O Brasil, ao lado dos EUA e Austrália, faz parte dos principais destinos dos investimentos da BG no planeta. Apenas no Brasil os investimentos serão em petróleo. Nos EUA e Austrália o foco é a produção de gás de xisto.

A BG é a principal parceira da Petrobras em alguns dos principais blocos do pré-sal, com participações entre 20 e 40%. Em todos os blocos a Petrobras é a operadora.

"Sem dúvida alguma temos algumas coisas que podem gerar trocas de ativos, como foi o caso da Comgás... está absolutamente dentro da estratégia onde Brasil passa a ter relevância muito importante para o grupo, provavelmente a mais importante de todas".

Estimativas da BG apontam para um volume de reservas estimadas em 8 bilhões de barris de óleo equivalente no pré-sal da bacia de Santos.

A empresa é sócia da estatal brasileira nos campos de Carioca, Guará, Lula, Iara, Sagittario, Corcovado, Parati, Macunaíma, Iguaçu e Abaré West.


Gás

Uma das maiores produtoras de gás do mundo ainda avalia as opções para a monetização do insumo que será produzido no pré-sal brasileiro. Segundo o executivo, é preciso analisar primeiro qual a quantidade necessária para a produção de óleo - quanto de gás será reinjetado no poço, para avaliar melhor as opções.

"Existe uma quantidade enorme de gás no pré-sal, associado ao petróleo, e vamos dar um tratamento importante a esse gás".

Dentre as possibilidades para o gás do pré-sal, segundo Rzezinski, está a negociação junto à Petrobras, do uso compartilhado da infraestrutura (gasodutos) para levar o insumo aos centros consumidores.

"Não há porque não entrar em acordo com a Petrobras".

Uma segunda possibilidade seria a construção de terminais marítimos GNL que transformariam o gás em estado líquido para ser levado por navios para os centros consumidores. Uma terceira opção seria a construção de gasodutos próprios. "Tudo está sob avaliação".


Centro Tecnológico

Uma das preocupações da BG Brasil é o desenvolvimento de tecnologia e conteúdo local suficientes para o cumprimento dos prazos de exploração e produção.

A empresa está construindo no Brasil o seu principal centro tecnológico global, segundo o executivo. A empresa já comprou o terreno junto à Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), e pretende iniciar a construção do centro tecnológico em junho, para entrega em julho de 2013.

A BG tem US$ 2 bilhões destinados à pesquisa e desenvolvimento tecnológico no país até 2015.

"Não estamos trazendo para o Brasil mais um centro de pesquisa, mas o principal centro de pesquisas da empresa em todo o planeta. Queremos ser um pólo de atração de cientistas do mundo inteiro".
Mais Lidas De Hoje
veja Também
Hidrelétrica
Gerdau adquire 100% de participação societária de usina ...
16/06/26
Fenasucro
Otimista, Fenasucro & Agrocana anuncia crescimento e se ...
16/06/26
Gestão
Petróleo, gás e energia lideram troca de CEOs no Ibovesp...
16/06/26
Petróleo e Gás
Coppe inaugura moderno Núcleo de Tecnologia de Poços
16/06/26
SOG 2026
Sergipe Oil & Gas está com as inscrições abertas
15/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
15/06/26
Energia Elétrica
Expansão de data centers pressiona infraestrutura energé...
15/06/26
Combustível
Etanol encerra a semana em alta e com reação diante do a...
15/06/26
Gás Natural
ANP concede prazo para adequação de importadores a resol...
12/06/26
E&P
ANP divulga Calendário Estratégico Unificado de Avaliaçõ...
12/06/26
Combustíveis
ANP toma medidas para priorizar ações de respostas a imp...
12/06/26
Aviação
IBP promove fórum sobre SAF para debater a implementação...
12/06/26
GLP
Sindigás: ANP paralisa "reforma do GLP" e acena com caut...
12/06/26
Biometano
Orizon conclui incorporação da Vital e cria líder latino...
12/06/26
Manaus
Distribuidoras apoiam parecer da AGU que recomenda suspe...
12/06/26
Transição Energética
IBP debate protagonismo de São Paulo no mercado de energia
11/06/26
Etanol de milho
Atvos recebe Licença de Instalação para sua primeira uni...
10/06/26
Aviação
Acelen Renováveis e IATA firmam parceria para impulsiona...
10/06/26
Evento
Fenasucro & Agrocana 2026 aprimora rastreabilidade de em...
10/06/26
Meio Ambiente
Constellation apoia restauração de recifes de coral no N...
10/06/26
Parceria
MME promove nova rodada de debate sobre a Estratégia Nac...
09/06/26
VEJA MAIS
Newsletter TN

Fale Conosco

Utilizamos cookies para garantir que você tenha a melhor experiência em nosso site. Se você continuar a usar este site, assumiremos que você concorda com a nossa política de privacidade, termos de uso e cookies.

25