Dragagem

Demora no canal de acesso ao EAS ameaça projeto

A demora para executar a dragagem do canal de acesso ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) pode colocar em xeque o cronograma de entrega do primeiro navio fabricado pela empresa. Se até fevereiro do próximo ano o serviço não estiver sido realizado, não será

Jornal do Commercio
30/10/2009 08:09
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A demora para executar a dragagem do canal de acesso ao Estaleiro Atlântico Sul (EAS) pode colocar em xeque o cronograma de entrega do primeiro navio fabricado pela empresa. Se até fevereiro do próximo ano o serviço não estiver sido realizado, não será possível lançar ao mar a embarcação que hoje ganha forma no chamado dique seco. Agosto de 2010 é o prazo acordado com a Transpetro para conclusão do primeiro dos dez petroleiros Suezmax, encomendados na primeira etapa do Programa de Modernização e Expansão da Frota (Promef I) e que estão orçados em US$ 1,2 bilhão. “Mas nós esperamos concluí-lo em junho. A folga no cronograma nos permitirá construir logo em seguida o segundo navio. Sem isso todo o processo fica comprometido”, afirmou ontem o diretor-executivo do EAS, José Roberto Moraes, no segundo dia da Feira da Indústria Mecânica, Metalúrgica e de Material Elétrico de Pernambuco (Fimmepe).

 

O tempo médio para execução de uma dragagem é de três meses. Portanto, para que em fevereiro esteja concluída, deve começar já. O diretor-executivo evitou falar em um desgaste na relação entre o EAS e o governo do Estado. “Não chegamos a esse ponto. Da nossa parte há expectativas. Entendemos que há dificuldade”, comentou Moraes, citando ainda que o acesso rodoferroviário às ilhas de Cocaia e Tatuoca – outra séria pendência na área de infraestrutura – não beneficia apenas o EAS, e sim todas as empresas de Suape.

 

“Há dois meses apresentamos as nossas necessidades à diretoria de Suape. A saída do navio do dique depende da dragagem. Nós não trabalhamos com suposições. O que queremos são o cronograma oficial e a lista dos locais que terão prioridade quando o serviço tiver início”, acrescentou Moraes. Ao chegar na água, a fabricação do primeiro Suezmax entra na sua reta final, quando serão realizados os trabalhos de acabamento na embarcação, como finalização do convés e pintura do navio.

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