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Alguns dias após o lançamento do edital de licitação do Promef Hidrovia, realizado no dia 10 de março, a movimentação do setor hidroviário e o interesse dos estaleiros são a prova de que o programa teve grande aceitação
RedaçãoAlguns dias após o lançamento do edital de licitação do Promef Hidrovia, realizado no dia 10 de março, a movimentação do setor hidroviário e o interesse dos estaleiros são a prova de que o programa teve grande aceitação por parte da cadeia produtiva. A concorrência para a construção de 20 comboios que transportarão etanol pela Hidrovia Tietê-Paraná foi recebida com confiança, principalmente por conta da credibilidade e dos resultados já obtidos pelo Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef).
Em menos de uma semana, todas as empresas convidadas para a construção das 80 barcaças e dos 20 empurradores previstos ou já retiraram os convites para a concorrência, na Sede da Transpetro, ou os receberam pelos Correios. Na avaliação de Danny Aronson, gerente de Embarcações de Hidrovias, a desconfiança em torno da possibilidade de ressurgimento da indústria naval deu lugar a uma aprovação incontestável da revitalização do setor. “As empresas sabem que a credibilidade dos programas da Transpetro é capaz de reduzir o risco e maximizar o retorno do negócio no qual estão investindo.
O mercado hidroviário em ascensão no Brasil, ao contrário do que tem ocorrido nos países europeus mais afetados pela crise econômica, também é um atrativo para os estaleiros.” A repercussão do Promef Hidrovia pode ser sentida também em eventos do setor. A Feicana/Feibio 2010, realizada de 9 a 11 de março, em Araçatuba (SP), reuniu representantes de estaleiros nacionais e internacionais em busca de informações sobre o novo modal de transporte da Transpetro.
Nos próximos meses, as empresas convidadas precisarão formalizar a vontade de participar da licitação e esclarecer possíveis dúvidas relativas ao edital. As propostas deverão ser apresentadas até o fim do primeiro semestre deste ano. A construção da nova frota hidroviária, que começa a operar em 2013, seguirá as premissas fundamentais do Promef: fabricação no Brasil, conteúdo nacional de 70% e competitividade internacional dos estaleiros após a curva de aprendizado.
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